TEXTOS PARA REVISÃO - #20

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Kio em Ter Jan 11, 2011 9:31 am

Cinthia escreveu:Mornin' guys!

Uma dúvida: tem alguma sessão sobre cinema no zine?



Nada fixo, Cinthia... mas o assunto é recorrente na revista. Se estiver pensando em escrever algo, manda brasa. Smile
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Rodrigo! em Ter Jan 11, 2011 10:51 am

sessão SESSÃO não... já foi falado sobre Cinema algumas vezes na revista, mas nada organizado...

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Kio em Ter Jan 11, 2011 11:11 am

Confesso que quando fui responder, não notei de imediato... mas lendo em caixa alta, tenho que perguntar:

Não seria seção? Rolling Eyes
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Rodrigo! em Ter Jan 11, 2011 11:13 am

Embarassed

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Hiro em Ter Jan 11, 2011 11:20 am

Kio escreveu:Confesso que quando fui responder, não notei de imediato... mas lendo em caixa alta, tenho que perguntar:

Não seria seção? Rolling Eyes

O Rodrigo estava explicando que nunca houve uma sessao, uma apresentacao feita ao público cujo o tema central tratavasse de cinema organizada pelos colaboradores do FARRAZINE.

(Rodrigo, fiz o que podia para tentar consertar)
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Rodrigo! em Ter Jan 11, 2011 11:24 am

Shocked

Isso isso isso Neutral


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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Kio em Ter Jan 11, 2011 11:43 am

Hiro escreveu:
Kio escreveu:Confesso que quando fui responder, não notei de imediato... mas lendo em caixa alta, tenho que perguntar:

Não seria seção? Rolling Eyes

O Rodrigo estava explicando que nunca houve uma sessao, uma apresentacao feita ao público cujo o tema central tratavasse de cinema organizada pelos colaboradores do FARRAZINE.

(Rodrigo, fiz o que podia para tentar consertar)


Salva ele agora, Rodrigão. Twisted Evil

Eu sei... essa foi trollagem descarada. *DNR
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Rodrigo! em Ter Jan 11, 2011 11:50 am

Laughing Laughing Laughing

Infelizmente, nao sei se vou conseguir...

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por rdelton em Qua Jan 12, 2011 5:51 am

Ei, eu quero participar de um podcast também!!!

Só que meus horários são ruins pelo fuso... Mas eu gostaria de ajudar com o que fosse...
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Hiro em Qui Jan 13, 2011 1:51 pm

Kio escreveu:
Hiro escreveu:
Kio escreveu:Confesso que quando fui responder, não notei de imediato... mas lendo em caixa alta, tenho que perguntar:

Não seria seção? Rolling Eyes

O Rodrigo estava explicando que nunca houve uma sessao, uma apresentacao feita ao público cujo o tema central tratavasse de cinema organizada pelos colaboradores do FARRAZINE.
(Rodrigo, fiz o que podia para tentar consertar)


Salva ele agora, Rodrigão. Twisted Evil

Eu sei... essa foi trollagem descarada. *DNR


Explicacao antropológica: na cultura japonesa, o comportamento heróico deve necessariamente ser autodestrutivo. O herói tem de perecer ao salvar os inocentes!
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Kio em Qui Jan 13, 2011 2:43 pm

Hiro escreveu:
Explicacao antropológica: na cultura japonesa, o comportamento heróico deve necessariamente ser autodestrutivo. O herói tem de perecer ao salvar os inocentes!

Ou, americanizando, é a imagem do Clint Eastwood pulando na frente da bala destinada ao presidente. geek
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Cinthia em Qui Jan 20, 2011 8:13 am

Uhauhauah...Meu, que erro ridiculo esse meu...rsrs...Mas tb, o linguinha do cão a nossa: sessão, seção, cessão...Catso!

Mas enfim: Bom dia!!!!

Vamos por partes:

- o texto sobre Steampunk vai ser modificado um pouquinho. Não sei quem está diagramando (na verdade deu preguiça de pesquisar,rs) mas vou tentar mandar a versão final revisada até amanhã;

- quanto ao podcast, podemos tentar gravar por skype um teste, pra ver como fica a qualidade do som, com um tema genérico. Rdelton, passe seus horários disponiveis e a gente tenta ajeitar.

Acho que é só. Fiquei alguns dias sem olhar aqui pq estou resolvendo umas questões referentes ao meu mestrado mas agora vai dar uma acalmada. Inté

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Kio em Qui Jan 20, 2011 8:39 am

Beleza, Cinthia.

O Snuck irá diagramar o texto sobre Steampunk.

Combinemos então para tentar gravar alguma coisa. Smile
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Cinthia em Sex Jan 21, 2011 5:26 pm

Mudei algumas coisas no texto sobre Steampunk:

Steampunk: Vapor e Atitude

Ultimamente vem se falando muito sobre “Steampunk”. Talvez você já tenha ouvido falar, talvez não.

Talvez você conheça “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários”. Talvez tenha lido “Dom Casmurro e os Discos Voadores”. Talvez tenha assistido ao novo filme do Sherlock Holmes. Talvez tenha ficado sabendo do iminente lançamento de “The Difference Engine” no Brasil. Talvez tenha ido ao evento sobre Ficção Científica da Cásper Líbero este ano. Talvez...

Epa! Mas tem TANTA coisa assim sobre Steampunk rolando por aí e eu não “tô” sabendo de nada?! Pois é, manolo! Você está por fora das novidades da literatura/musica/cinema, está parado no século retrasado. Mas tudo bem, pois foi lá mesmo que tudo começou!

Acompanhe agora nossa pequena (mentira! grande!) verborragia sobre Steampunk!

Mastigando Palavras

O que é Steampunk? Ou melhor, o que é Steam, o que é Punk e o que é Ficção Científica? Vamos fingir que você nunca ouviu falar de nenhuma destas palavras. Irei explicar cada uma delas para você:

“Steam” é vapor em inglês. E por enquanto é só isso que você precisa saber.

“Ficção” nada mais é do que um relato falso ou não comprovado empiricamente. É utilizado para denominar narrativas irreais e imaginárias, às vezes baseada em fatos reais (comprovados ou aceitos por uma maioria), mas distorcendo-os ao sabor do narrador. Para o senso-comum não é difícil separar ficção de realidade, mas filosoficamente a coisa já se complica, pois a própria realidade não pode ser “provada” de maneira empírica.

“Científica” tem a ver com a ciência (jura?). A palavra tem origem latina e quer dizer “conhecimento”. Todo o conhecimento que a humanidade adquiriu desde que começou a pensar pode ser considerado como ciência, do plantio, passando pelas roupas, até o modo de falar e andar. Numa definição mais restrita a ciência tem a ver com conhecimentos e procedimentos sistemáticos, que ganham uma explicação baseado em pesquisa e provas empíricas.

Portanto “Ficção Científica” nada mais é do que a ciência vista de uma forma totalmente contraditória à sua natureza: se ela precisa de provas e fatos reais, a ficção rouba-lhe estas duas características – ou então lhe dá explicações esdrúxulas. Mas ainda assim calça-se dentro do que é conhecido e aceitado como cientificamente possível, apenas extrapolando alguns pontos para a diversão do leitor.

“Ficção Científica” pode ser futurista, fazendo conjecturas sobre a evolução tecnológica nos anos que se seguirem, como em “Eu, Robô” de Isaac Assimov, “Jornada nas Estrelas”, “Exterminador do Futuro”, “O Planeta dos Macacos”, entre outros.

Pode ser contemporânea, exagerando o poder da tecnologia atual ou inventando máquinas que, embora existam, não estão disponíveis para o público em geral. Como “Arquivo X”, “Parque dos Dinossauros” e “Matrix”

Finalmente temos a ficção científica anacrônica. Histórias que se passam no passado, tendo personagens com acesso à tecnologia muito mais refinada do que seria possível para a época. Todos os títulos que eu falei no primeiro parágrafo se enquadram neste gênero, além de outros, como os animes “Steamboy” e “Laputa: Castelo nos Céus”.

O romance que é o primeiro oficialmente pertencente ao gênero Steampunk, “The Difference Engine” (em breve no Brasil), mostra uma Era Vitoriana totalmente diferente em termos tecnológicos graças ao advento da Máquina Analítica, um computador movido à vapor (que existiu mesmo, mas jamais foi construído) criado por Charles Babbage, que iniciaria a era da informática em pelo menos um século antes no mundo real.

Portanto “Steampunk” é um dos MUITOS gêneros dentro da ficção científica, cuja principal característica é que as histórias se passam no século XIX.

Agora vamos começar a falar sobre o Punk, e esta vai ser a parte mais legal.

Punk de Biblioteca

Vulgarmente, o “Punk” é conhecido como um movimento que tem como bases principais a anarquia, a rebeldia e o rock mais barulhento possível. Seus adeptos usam jaquetas, calças rasgadas, alfinetes na boca, brincos nas orelhas e cabelos desgrenhados. Na verdade esta é a imagem “showbiz” do punk, que veio após o seu surgimento e na esteira da sua popularização. O punk, em suas raízes, surgiu mais ou menos da mesma forma que TODOS os outros movimentos culturais “jovens”: veio da indignação de uma geração com o status quo do mundo em que viviam – incluindo a própria cena musical que se seguia.

O rock, que até a década de 50 era coisa de maloqueiro, nos anos 70 entrou na casa de pais de famílias (sendo que muitos deles foram roqueiros também), tornando-se pop. Aquele movimento musical frugal e de periferia, iniciado por Chuck Berry e outros, terminou sendo apresentado em grandes estádios, com o rock virando Ópera (como o próprio estilo “Opera Rock” decretava) e falando de temas grandiosos demais, como o Yes e seu “Tales from Topographic Oceans”, um álbum duplo com apenas 4 músicas, cada uma com mais de 20 minutos de duração (!!!).

Porém, nos circuitos mais barra-pesada, rolavam shows para uns poucos adeptos de bandas que, posteriormente, seriam conhecidas como “proto-punk”: Velvet Underground e seu psicodelismo “deprê”, MC5 e sua música barulhenta e politizada, The Stooges, com seu vocalista demente e autodestrutivo ao extremo (que chegava a rolar em cacos de vidro e vomitar na platéia) entre outros.

O punk basicamente se sintetizou num movimento de imensa revolta e desgosto pelo futuro. Para aquela geração de jovens dos anos 70, o ano de 1968 não adiantou nada: os governos ainda eram conservadores, as cabeças eram quadradas, a guerra fria uma ameaça e os hippies libertários estavam trabalhando em empregos monótonos para se sustentar, igual aos seus pais e avós. A base do punk estava lançada, e o tédio e o niilismo eram a lei. O punk foi um grito de desgosto pelo “No Future” que se avizinhava. Se antes tínhamos uma utopia, agora vivíamos uma distopia.

Distopia? Epa... alguém aí falou em “futuro apocalíptico”? Alguém aí falou em ficção cientifica? Chegamos ao ponto!

Cibernética, o pai do Vapor

Como já foi explicado, as coisas nos anos 70 não estavam nada alegres. De fato o clima era tão cínico e aviltante que ela foi declarada como a “Década do Eu”. As utopias pacifistas que hippies pregavam não eram mais possíveis. As músicas (ou melhor, óperas) das bandas de rock progressivo já estavam dando no saco. Os direitos humanos eram vilipendiados. A economia estava no buraco com a crise do petróleo. Tudo estava dando errado. Como ser positivo numa época assim? Só ouvindo muito Bee Gees e se esquecendo da vida real nas danceterias! Mas nem todos foram por este caminho.

No finalzinho desta década, entrou em cena um grande autor de ficção científica: William Gibson, que ficaria conhecido como sendo o pai do Cyberpunk com a publicação do seu livro Neuromancer que apresentava... opa, opa! Vamos com calma agora!

Antes de tudo, o que é Cyberpunk?

Cyberpunk é um subgênero da ficção científica, conhecido por seu enfoque de "Alta tecnologia e baixo nível de vida" ("High tech, Low life"). Baseado no “boom” da informática, com os primeiros computadores pessoais sendo vendidos (no exterior, claro!) à preços mais acessíveis. A internet já começava a dar seus primeiros passos dentro da vida do cidadão comum e as tecnologias de informação ficavam cada vez mais avançadas. A cibernética também evoluía a passos largos. Cyberpunk misturava toda essa revolução da informática, dava-lhe um pouco mais de gás e misturava à um elemento que, até aquele momento, não era muito considerado nos romances de ficcção científica: a sociedade.

Tecnologia mais avançada implica, naturalmente, em mudanças no paradigma social. Se um monte de pessoas que, até ontem, não tinham internet e agora têm, é claro que a vida delas terá mudanças grandes. Isso, para nós, parece óbvio, mas não era tanto assim na época de Julio Verne. Para ele uma viagem à Lua seria tão interessante como a chegada do homem a uma nova ilha no Pacífico. Mas é claro que as implicações sociais e políticas que ocorreram quando o homem realmente pisou no nosso satélite em 1969 foram MUITO maiores que apenas um artigo grande na National Geographic. E é esta vertente que o Cyberpunk explora, mas de maneira bem pessimista: a degradação do ser humano diante da tecnologia, que é colocada num pedestal acima da própria humanidade. Uma distopia.

William Gibson baseou-se no clima pessimista do punk para escrever seu primeiro grande romance: Neuromancer, que inaugurava o Cyberpunk. O livro conta a história de Case, um "pichador virtual" (na definição do próprio autor) que se utiliza de seu conhecimento de cibernética para realizar protestos contra a sistemática vigente das grandes corporações, sob a forma de vandalismo. Só que a casa caiu quando pegaram Case tentando roubar seus patrões, e por isso o envenenaram com uma microtoxina que danificou seu cérebro e o impediu de se conectar de novo à Matrix – o local onde toda a informação é concentrada no cyberespaço – palavra que, inclusive, foi inventada por Gibson. É a partir daí que a história realmente começa... e a degradação humana será ainda mais enfatizada no decorrer das páginas, assim como o clima sem esperança que ronda os personagens.

Sentiu o clima “punk” neste romance? Pois é! É por este motivo que este sub-genero da ficção científica é chamado de CyberPUNK: mistura histórias que falam da tecnologia cibernética com o clima niilista do movimento punk.

Desde então vários outros títulos de livros e filmes do gênero começaram a ser lançados. Entre os que mais se destacam estão Blade Runner e o mais recente, Matrix. Infelizmente, no Brasil, poucos destes milhares de títulos cyberpunk chegaram à nossas prateleiras.

Foi então que, em 1990, William Gibson, em parceria com outro grande autor de ficção científica, Bruce Sterling, publica o livro The Difference Engine. A história se passa na Era Vitoriana. A Máquina Diferencial foi construída e, obviamente, tal invenção muda o mundo drasticamente, de forma política, econômica e social.

No romance, o Império Britânico está num auge de poder jamais atingido no mundo real, utilizando a tecnologia dos computadores analógicos de Babbage. Os Estados Unidos estariam fragmentados e fracos, as outras potências cairiam diante da armada super-tecnológica britânica. E dentro do Palácio de Buckingham e do Parlamento Inglês, intrigas políticas perigosas ameaçam o futuro de toda a humanidade.

Na realidade, o romance de William Gibson não é o primeiro com elementos de Steampunk, mas é o primeiro a ser categorizado como pertencente a esse sub-gênero. Podemos considerar como os verdadeiros pais do Steampunk autores como H.G. Wells, Julio Verne, Mary Shelley, com o chamado “proto-steampunk”(proto como em protótipo), e mais recentemente, Tim Powers, com sua obra Os Portais de Anúbis (The Anubis Gates), de 1983. Nela, assim como em The Difference Engine, a trama também se passa em uma Era Vitoriana alternativa, em que sociedades secretas buscam o segredo da vida eterna e viagem no tempo é possivel através de uma combinação de ciência e magia.

Devido a esse e outros textos da época, elaborados por Powers e outros autores, o escritor K.W. Jeter cunhou o termo Steampunk em uma carta enviada à revista de ficção cientifica Locus em abril de 1987. Nela, entre outras coisas, ele disse:

“ Pessoalmente, eu acho que as fantasias Vitorianas serão o próximo grande acontecimento , desde que criemos os mesmos termos para Powers, Blaylock e para mim. Algo baseado na tecnologia própria da era; como” steampunks”, talvez...” (““Personally, I think Victorian fantasies are going to be the next big thing, as long as we can come up with a fitting collective term for Powers, Blaylock and myself. Something based on the appropriate technology of the era; like "steampunks", perhaps...”)

Era Vitoriana, distopia, magia e tecnologia em pleno século XIX. Isto é Steampunk!
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por rdelton em Sab Jan 22, 2011 4:42 am

Meus horarios mais acessiveis sao nos fins de semana... Ou as terças e sextas depois das 16hrs no Brasil... Mas geralmente vocês devem estar trabalhando neste horario...

No fim de semana é o ideal... So avisar que eu fico em casa bonitinho esperando... Cool
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por rdelton em Sab Jan 22, 2011 4:46 am

Agente Dias escreveu:VÍCIO
(Por Agente Dias)

Ah, a Sorte! Chegou na hora certa, tão certa que viu o terceiro limão se juntar aos outros dois. O salão estava lotado, mas parecia exclusivo para mim. Só eu e aquela fonte de dinheiro jorrando. A cada moeda que pulava no balde eu enxergava o fim das dividas, comida farta na mesa e um casamento reanimado. Mas foram só pensamentos... A Sorte é ilusionista! Não me avisou que aquela casa de sorte tinha uma vizinhança viciante. Meses passaram. Aquele dinheiro não existe mais e o que tenho uso pra tentar recuperar. Tudo está piorando. Parentes me condenam, com ou sem razão, esposa no limite da confiança e da credibilidade, raros amigos me entendem, mas não aceitam essa minha desgraçada rotina. Tudo isso já me fez sumir algumas vezes desse lugar, mas hoje, hoje, vi meu único filho chorando de fome. Com a alma humilhada e sangrando tomei emprestado dez reais e com a metade comprei pão e leite. Não vai durar pra sempre, depois de amanhã ele vai voltar a chorar. Estou com a outra metade, o mesmo valor que me fez encontrar aquela sorte. Estou na mesma máquina, no mesmo horário daquele dia e posso apertar o botão com o mesmo desejo. Quem sabe finalmente a Sorte não volta? Quem sabe?

é meu ok?
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Kio em Sab Jan 22, 2011 4:12 pm

Já fiz, Ramón. Smile
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por rdelton em Seg Jan 24, 2011 9:50 am

Kio escreveu:Já fiz, Ramón. Smile

HUMPF Evil or Very Mad
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Brontops em Sex Fev 04, 2011 3:09 pm

Dúvida:
Eu tava passando, vi por cima esta matéria e fiquei na dúvida: lá no finalzinho do texto do Filipêra... É só "meia-década" depois? Isto seriam cinco anos. Ele não quer dizer meio-século?

Kio escreveu:...




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Re: TEXTOS PARA REVISÃO - #20

Mensagem por Kio em Sex Fev 04, 2011 5:20 pm

Caraca, é mesmo. Shocked

Obrigado, Brontops.
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