TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

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TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por rdelton em Ter Mar 01, 2011 9:50 am

Aí vai meu conto pseudo-infantil


A imigração e a saudade
Texto - rdelton!
Diagramação - ???

Nanuq, um velho Urso Polar, havia-lhe feito uma pergunta e aguardava com um olhar terno e as mãos sobre a têmpora do pequeno menino.


- A coisa – começou a balbuciar o garoto com a cabeça levemente levantada em direção ao animal – é que a “Tingmiaq“, nossa “pecinha lala” foi embola – completou ele com sua ímpar pronunciação e segurando as lágrimas para não cair em prantos.


O Velho Urso sentiu empatia pela sinceridade do guri. Até mesmo ele com toda experiência, sabedoria e dificultades que havia passado em sua vida, sentira falta também de “Tingmiaq“.


No Ártico Oriental não era comúm conhecer uma companheira tão incrível e cheia de vida como “A pecinha rara“. De fato, a vida para todos eles havia sido tão fria quanto os blocos de gelo que rodeavam-os, até que aquela formosa figura apareceu por aquelas bandas, por culpa da dúvida que tinha em onde deveria imigrar…


Foi pensando nisso que o Grande Urso Branco disse:
- Pequeno Inuit, deves lembrar que nossa querida “Tingmiaq” simplesmente foi, durante uma temporada, ao lugar de onde ela veio… A imigração faz parte da natureza dos homens, animais e plantas… E a natureza é perfeita, jovem companheiro!
Lá onde está “Tingmiaq” também existe outro menino que a adora e sente falta dos seus sorrisos, abraços, beijos e alegria. Além do que, principalmente, a ela também fazem falta o calor e carinho das suas origens – O Urso segurou o rosto do menino com suas duas patas e ajoelhando-se para estar a mesma altura dele continua dizendo – Sabes que o inverno aqui é duro e frio menino Inuit e nossa amiga sempre nos traz alegria… então devemos animar-nos para que quando “Tingmiaq” volte sinta que também tem uma família aqui conosco!


O garoto sentiu uma radiante sensação ao escutar seu conselheiro. Quanta razão havia em suas palavras! E, ademais, a amiga deles nunca ficaria contente sabendo que sua ausência diminui a felicidade deles.


O Pequeno Inuit abraçou Nanuq e disse:
- Acho que agora entendo o que significa saudade!


O Velho Urso sorriu deixando sair de sua boca, um pouco da típica fumaça em uma temperatura tão baixa e comenta:


- Vem, vamos chamar os outros e preparar alguma coisa juntos. Assim, quando “Tingmiaq” esteja de volta, teremos muitas aventuras para contar e escutar!

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por snuckbinks em Ter Mar 01, 2011 11:38 am

rdelton escreveu:
Aí vai meu conto pseudo-infantil


A imigração e a saudade
Texto - rdelton!
Diagramação - ???

Nanuq, um velho Urso Polar, havia-lhe feito uma pergunta e aguardava com um olhar terno e as mãos sobre a têmpora do pequeno menino.


- A coisa – começou a balbuciar o garoto com a cabeça levemente levantada em direção ao animal – é que a “Tingmiaq“, nossa “pecinha lala” foi embola – completou ele com sua ímpar pronunciação e segurando as lágrimas para não cair em prantos.


O Velho Urso sentiu empatia pela sinceridade do guri. Até mesmo ele com toda experiência, sabedoria e dificultades que havia passado em sua vida, sentira falta também de “Tingmiaq“.


No Ártico Oriental não era comúm conhecer uma companheira tão incrível e cheia de vida como “A pecinha rara“. De fato, a vida para todos eles havia sido tão fria quanto os blocos de gelo que rodeavam-os, até que aquela formosa figura apareceu por aquelas bandas, por culpa da dúvida que tinha em onde deveria imigrar…


Foi pensando nisso que o Grande Urso Branco disse:
- Pequeno Inuit, deves lembrar que nossa querida “Tingmiaq” simplesmente foi, durante uma temporada, ao lugar de onde ela veio… A imigração faz parte da natureza dos homens, animais e plantas… E a natureza é perfeita, jovem companheiro!
Lá onde está “Tingmiaq” também existe outro menino que a adora e sente falta dos seus sorrisos, abraços, beijos e alegria. Além do que, principalmente, a ela também fazem falta o calor e carinho das suas origens – O Urso segurou o rosto do menino com suas duas patas e ajoelhando-se para estar a mesma altura dele continua dizendo – Sabes que o inverno aqui é duro e frio menino Inuit e nossa amiga sempre nos traz alegria… então devemos animar-nos para que quando “Tingmiaq” volte sinta que também tem uma família aqui conosco!


O garoto sentiu uma radiante sensação ao escutar seu conselheiro. Quanta razão havia em suas palavras! E, ademais, a amiga deles nunca ficaria contente sabendo que sua ausência diminui a felicidade deles.


O Pequeno Inuit abraçou Nanuq e disse:
- Acho que agora entendo o que significa saudade!


O Velho Urso sorriu deixando sair de sua boca, um pouco da típica fumaça em uma temperatura tão baixa e comenta:


- Vem, vamos chamar os outros e preparar alguma coisa juntos. Assim, quando “Tingmiaq” esteja de volta, teremos muitas aventuras para contar e escutar!


Diagramei esse, mas não achei na lista - http://apgatti.forumeiros.com/t305-paginas-da-edicao-21#6986

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por rdelton em Ter Mar 01, 2011 12:52 pm

ENTREVISTA BEN TEMPLEMIST

Deixo a versão em inglês e a tradução ok? Para quem for revisar ter um parametro
das respostas do Ben.


Perguntas - rdelton e InvinoVeritas
Diagramação - ????

Ben, your trace is recognizable by any comics lover. The intensity and brutality of the scenes (ad that's a good thing, by the way...) is palpable. The question is: how did you get to develop this trace? What was your trajectory, the creation process? I mean it from the day you first tried to draw, how did it go, techniques you've experimented with and the ones that you found best suitable for the desired results. I know this is a big one, but I hope it will tell a lot about you, as an artist.
Ben, seu traço é reconhecível por qualquer amante de quadrinhos. A intensidade e brutalidade das cenas (e isso é uma coisa boa, a propósito) é palpável. A questão é: como você veio a desenvolver esse traço? Qual sua trajetória, o processo da criação? Digo desde o dia em que você tentou desenhar pela primeira vez, como foi, que técnicas você experimentou e quais você achou melhores para os resultados desejados. Sei que é uma pergunta grande, mas espero que diga bastante sobre você, como artista.

Trial and error mostly. I just like to follow my influences. Also, deadlines influence style, to be honest. So it's a combination of many things. I've always liked mixed media, and being different. And I like colours as much as the drawing, so perhaps that explains a little something.

Tentativa e erro, na maior parte. Eu simplesmente gosto de seguir minhas influências. E prazos de entrega também influenciam o estilo, pra ser honesto. Então, é uma combinação de várias coisas. Eu sempre gostei de misturar técnicas e de ser diferente. E gosto de cores tanto quanto do desenho, então talvez isso explique um pouco (sobre o estilo que desenvolvi).


What about other european artists, like Thomas Ott (swiss horror comic-book artist)? Could you comment on the works of the ones whose work you've gotten an impression from?
E quanto a outros artistas europeus, como Thomas Ott (desenhista de quadrinhos de horror suíço)? Poderia comentar o trabalho daqueles cujo trabalho te deixou uma impressão?

Can't say I have any European influences that way, though Victor Ambrus, a book illustrator is one of my biggest.

Não posso dizer que tenho influências européias nesse sentido, embora Victor Ambrus, um ilustrador de livros, seja uma de minhas maiores.

Recently there has been an "invasion" of sorts, with brazilian comics artists integrating the north-american comics market. Some examples are the twins Bá&Moon, Rafael Grampá, and also artists like Joe Bennet and others. I'd like to know if you're familiar with their efforts and what do you think about their works (assuming you're familiar).
Recentemente houve um tipo de “invasão”, com quadrinistas brasileiros integrando o mercado norte-americano de quadrinhos. Alguns exemplos são os gêmeos Bá e Moon, Rafael Grampá, e também artistas como Joe Bennet e outros. Eu gostaria de saber se você conhece seus trabalhos e o que você pensa deles (presumindo que você conhece).

Well, Ba and Moon and now Grampa are super talented superstars in my book. I weep when I see their work. Wish I was that good. Not really familiar with anyone else specifically from Brazil.

Bom, Bá e Moon e agora Grampá são estrelas super talentosas, até onde eu entendo. Eu choro quando vejo o trabalho deles. Queria ser tão bom. Não tenho familiaridade com o trabalho de mais ninguém especificamente do Brasil.


Talking about Brazil, you've been here before, during FIQ!. What did you think of it, what called you attention and when are you coming back, man?

Falando sobre o Brasil, você já esteve aqui antes, durante a FIQ!. O que achou? O que chamou sua atenção e quando você volta, cara?

Loved it. A very unique festival. A bit european, a bit American. Very interesting an not to mention the country itself. Had a blast.

Adorei. Um festival único. Um pouco europeu, outro tanto Americano. Muito interessante, isso sem mencionar o país em si. Me diverti muito.

No idea when I'll be back. Probably when invited! It's a long way and a big trip!

Nem idéia de quando vou voltar. Provavelmente quando convidade! É um caminho longo e uma viagem enorme!

What are your thoughts on the adaptation of 30 Days of Night to the big screen? Would you change anything?

Quais seus pensamentos a respeito da adaptação de 30 Dias de Noite para a telona? Você mudaria alguma coisa?

I thought it was pretty good. Much to do with the efforts of director, David Slade. Beyond that, I haven't thought about such things. I can't influence such things and prefer to move on anyway. There's nothing I could "do better" related to the film. I had little to do with it.

Eu achei bem bom. E isso teve muito a ver com os esforços do director, David Slade. For a isso, eu não pensei sobre essas coisas. Eu não tenho como influenciar o processo e prefiro seguir meu caminho, adiante. Não tem nada que eu pudesse fazer “de melhor”, relacionada ao filme. Tive pouco a ver com ele.

By the way, any more projects of yours on route to the big or small screen? Besides the series adaptation of other 30 Days of Night books, I mean (by the way, those haven't gotten in Brazil yet. Shame, shame.)?

A propósito, mais algum projeto seu sendo dirigido à telona (ou à telinha)? Fora a adaptação para seriado dos livors de 30 Dias de Noite, digo? (A propósito, isso ainda não chegou no Brasil. Vergonha, vergonha.)

There's possibly something happening with "Welcome To Hoxford' which I believe got an option.... but know little more than that.

Há a possibilidade de algo com “bonvindo a Hoxford”, que creio ter uma chance… mas sei pouco mais que isso a respeito.

You've made some pretty "explosive" parnerships, as, for instance, with Steve Niles and Warren Ellis. Is there another writer you'd like to
Você fez algumas parcerias “explosivas”, como, por exemplo, com Steve Niles e Warren Ellis. Há algum outro escritor com quem você gostaria de trabalhar?

None specifically. Really just like working with friends or on interesting things, otherwise I much prefer to work completely on my own.

Nenhum em específico. Na realidade, eu simplesmente gosto de trabalhar com amigos ou em coisas interessantes. Fora isso, prefiro trabalhar sozinho.

By the way... superheroes. By now, we pretty much understand the attraction of the genre: superpowers are cool, there's lots of visual appeal in it, since you can include practically everything in the plots, omnipotence fantasies generally sell 'cause they are pleasant and, frankly, who'd like to read a story about their neighbour? As a result, we have most of the comic books market turned into superheroes. Recently, though, there's been some titles and artists (present company included) that ruptured this paradigm somehow, presenting stories focused on other things than adults in spandex with their undies over their pants. We have 30 Days of Night, Walking Dead, Fall of Cthutlhu, Unknown Soldier, Crossed, Do Androids Dream of Electric Sheep?, just quoting the first ones to pop into mind. I'd like to know your views on the matter. Are people finally getting ready for other themes?

A propósito… super-heróis. Agora nós entendemos em grande parte a atração do gênero: superpoderes são legais, há muito apelo visual, você pode incluir praticamente tudo nas tramas, fantasias de onipotência geralmente vendem porque são agradáveis e, francamente, quem gostaria de ler uma história sobre seu vizinho? Como resultado, temos a maior parte do mercado de quadrinhos voltado para super-heróis. Recentemente, entretanto, têm aparecido títulos e artistas (presente companhia incluída) que romperam esse paradigma de alguma maneira, apresentando histórias que enfocavam outras coisas, não apenas adultos em colantes com as cuecas por cima das calças. Temos 30 Dias de Noite, Walking Dead, Fall of Cthulhu, Unknown Soldier, Crossed, Do Androids Dream of Electric Sheep?, só pra citar os primeiros a pipocar na mente. Gostaria de saber suas idéias a respeito disso. As pessoas estão, finalmente, prontas para outros gêneros?

No, not in America at least. It will always be superhero dominated. It's just the way of things. But good stories wil always have some successes. Those are the reasons for the projects you listed having some popularity I guess.

Não. Não na América (do Norte), pelo menos. Será sempre dominada pelos super-heróis. É simplesmente o jeito que as coisas acontecem. Mas boas histórias sempre terão algum sucesso. E essas são as razões para os projetos que você citou terem alguma popularidade, penso eu.

It looks like Comics and Movies are in love, these days. There's been an enormous number of adaptations of comics to the big screen. Again, the first ones, recently made, to pop into mind as examples: Scott Pilgrim, Green Hornet, 30 D. o. N., Jonah Hex, not to mention Marvel and DC's superheroes, as Green Lantern, Superman, Batman, Iron Man, Fantastic 4, Spiderman, and so on... do you think that's due to the industry finally acquiring the technology necessary to actually turn these stories into "screen reality", since they'd naturally need lots of special effects, or there is actually a greater demand for fantasy? If so, why?

Parece que quadrinhos e cinema estão apaixonados, nesses dias. Tem havido um número enorme de adaptações de quadrinhos para a tenola. De novo, os primeiros, feitos recentemente, a pipocarem na mente como exemplos: Scott Pilgrim, O Besouro Verde, 30 Dias de Noite, Jonah, Hex, sem mencionar os super-heróis Marvel e DC, como Lanterna Verde, Batman, Homem de Ferro, Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, e assim por diante... você acha que isso se deve à indústria finalmente ter desenvolvido a tecnologia necessária para tornar essas histórias em “realidade cinematográfica”, já que necessariamente teriam um monte de efeitos especiais, ou há na realidade uma demanda maior por fantasia? Se houver, por quê?

It's mostly just Hollywood looking to make some big bucks off some intellectual property since they had a few successes. It's the way of things. Money drives it. Yes, some amazing visual films can be bade now, but they cost... and the assumption is there many comic films can be blockbusters. We'll see how long it lasts really.

É em sua maior parte devido a Holywood querer fazer uns bons pilas através de propriedade intelectual firmada, já que tiveram alguns sucessos com o tema. É o jeito que as coisas são. O dinheiro dirige o mercado. Sim, filmes visualmente maravilhosos podem ser feitos hoje, mas eles custam muito… e a assunção geral é a de que muitos filmes baseados em quadrinhos podem se tornar sucessos. Vamos ver quanto tempo dura essa tendência, na verdade.

Do you work at home? What is your rythm? How many hours a day do you usually work, how many pages are done during these hours, what exactly you do on them (penciling and/or painting, etc.)? What do you listen while working?

Você trabalha em casa? Qual seu ritmo? Quantas horas por dia você trabalha, normalmente, quantas páginas são feitas durante essas horas, o que exatamente você faz nelas (lápis e/ou pinturas, etc.)? O que você costuma ouvir enquanto trabalha?

I currently have no rythm, and am a bit behind on everything... have just moved to a new city and state so really need to get a new studio set up pronto! Generally I keep night time hours and work loooong into the darkness. If I listen to music, it's often movie soundtracks now. For mood.

Eu no momento não tenho ritmo, e estou meio que correndo atrás da máquina em tudo... acabei de mudar para uma nova cidade, então realmente preciso organizar um novo estúdio o mair rápido possível. Geralmente eu trabalho à noite, até aaalta madrugada. Se ouço música enquanto trabalho, são frequentemente trilhas de filmes. Pra efeitos de ambientação.

Got 2 top ten darings for you: name the ten most visually appealing graphic novels and movies/animations, in your opinion. That's for the reader to get acquainted with your taste and compare with your art, by the way.

Tenho 2 desafios de “os dez melhores” pra você: Quais as dez Graphic Novels mais visualmente atraentes, e quais os dez filmes/animações também mais visualmente atraentes? Isso é para o leitor se familiarizar com seu gosto e para efeitos de comparação com sua produção, a propósito.

I can't really do top tens... I can barely think of ten of anything these days. PLus, it's all subjective and I'll change my mind constantly. Arkham Asylum, Palestine ( by Joe Sacco ) and 300 would be up there though.

Movies.. well, Aliens, the Thing, maybe Dark City. Very visual, quite oldschool films now, but they work.

Eu não consigo fazer o jogo de “os dez melhores”… mal consigo pensar em dez de qualquer coisa por esses dias. Mais, isso é muito subjetivo e eu iria mudar de idéia constantemente. Mas Asilo Harkham, Palestina (de Joe Sacco) e 300 estariam lá em cima na lista.

Filmes... bom, Aliens, A Coisa, talvez Dark City. Muito visuais. De estilo um tanto tradicional, vistos agora, talvez. Mas eles funcionam.

Recently, in a brazilian blog (VertigemHQ) that translates and advertises your work, Wormwood, you made a comment that generated a huge discussion. What I'd like to ask you is: what do you think about scans? Do they help or are they prejudicial? In this case specifically, your brazilian fans were able to know one of your works that will probabily not be published here for a great while yet. (An information: the blog publishes your PayPal so that the fans can contribute with the work of the author he likes, so the objective would be "spreading the word", instead of merely stealing the works.)

Recentemente, em um blog brasileiro (VertigemHQ) que traduz e divulga seu trabalho, Wormwood, você fez um comentário que gerou uma enorme discussão. O que eu gostaria de perguntar é: o que você pensa dos scans? Eles ajudam a divulgar o trabalho ou são prejudiciais? Nesse caso específico, seus fãs brasileiros foram capazes de conhecer um de seus trabalhos que provavelmente não seria publicado aqui em muito tempo ainda. (Uma informação: o blog publicou seu PayPal para que os fãs pudessem contribuir com o trabalho do autor de que gosta, e argumenta que o objetivo seria a divulgação, em vez de meramente roubar os trabalhos.)

Oh, that was awhile ago... you mean where people steal/pirate the work essentially? ( because that's what it is, and I myself have downloaded some films! ) Well in regards to my work, people doing that virtually guarantee my books will never make it to Brazil. If there was little demand before, there's certainly not going to be any if they're all downloaded and translated anyway. I'm a small time guy, I only make money on the sales of my books, I don't actually get paid to make Wormwood comics. So, it's a bit sad. And I've never seen a single paypal donation, though that was a nice courtesy, once I asked. There is no such thing as "spreading the word" though. It's still basically robbing an artist who will not see any benefit from his/her hard work. I can empathize, sure, and am a hypocrite to some degree but that's the way it is.

Ah, isso foi um tempinho atrás... você quer dizer onde as pessoas roubam/pirateiam o trabalho, essencialmente (porque é isso o que é, e eu mesmo já baixei alguns filmes!)? Bom, a respeito de meu trabalho, as pessoas que fazem isso virtualmente garantem que meu trabalho não chegará nunca ao Brasil. Se havia pouca demanda por ele antes, certamente não haverá nenhuma se esse trabalho já está todo traduzido e baixado de qualquer maneira. Sou um peixe pequeno, só faço dinheiro através das vendas de meus quadrinhos, eu não sou pago pra fazer Wormwood. Então, é um pouco triste. E nunca vi nenhuma doação por PayPal, embora tenha sido uma cortesia legal, depois que eu pedi. Não há isso de “propagar a palavra”, “divulgar o trabalho”, entretanto. Ainda é basicamente roubar um artista que não vai ver nenhum benefício por seu trabalho duro. Eu posso compreender, claro, e também sou um hipócrita até certo grau, mas é assim que vejo o assunto.

Finally (sorry, again), any message to your brazilian fans?
Finalmente, alguma mensagem pra seus fãs no Brasil?


Well, hello! Thanks for even knowing who I am! Please buy my books, if you can read english, or ask Brazillian publishers to put them out... it's the best way and lets me pay my rent. Which is a lovely thing sometimes.

Bem... olá! Obrigado até por saberem quem sou! Por favor comprem meus livros, se sabem ler em Inglês, ou peçam a editoras brasileiras que os publiquem... é o melhor jeito e me permite pagar meu aluguel. O que é uma coisa ótima de se fazer de vez em quando.
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por snuckbinks em Qua Mar 02, 2011 7:39 am

rdelton escreveu:ENTREVISTA BEN TEMPLEMIST

Deixo a versão em inglês e a tradução ok? Para quem for revisar ter um parametro
das respostas do Ben.


Perguntas - rdelton e InvinoVeritas
Diagramação - ????

Ben, your trace is recognizable by any comics lover. The intensity and brutality of the scenes (ad that's a good thing, by the way...) is palpable. The question is: how did you get to develop this trace? What was your trajectory, the creation process? I mean it from the day you first tried to draw, how did it go, techniques you've experimented with and the ones that you found best suitable for the desired results. I know this is a big one, but I hope it will tell a lot about you, as an artist.
Ben, seu traço é reconhecível por qualquer amante de quadrinhos. A intensidade e brutalidade das cenas (e isso é uma coisa boa, a propósito) é palpável. A questão é: como você veio a desenvolver esse traço? Qual sua trajetória, o processo da criação? Digo desde o dia em que você tentou desenhar pela primeira vez, como foi, que técnicas você experimentou e quais você achou melhores para os resultados desejados. Sei que é uma pergunta grande, mas espero que diga bastante sobre você, como artista.

Trial and error mostly. I just like to follow my influences. Also, deadlines influence style, to be honest. So it's a combination of many things. I've always liked mixed media, and being different. And I like colours as much as the drawing, so perhaps that explains a little something.

Tentativa e erro, na maior parte. Eu simplesmente gosto de seguir minhas influências. E prazos de entrega também influenciam o estilo, pra ser honesto. Então, é uma combinação de várias coisas. Eu sempre gostei de misturar técnicas e de ser diferente. E gosto de cores tanto quanto do desenho, então talvez isso explique um pouco (sobre o estilo que desenvolvi).


What about other european artists, like Thomas Ott (swiss horror comic-book artist)? Could you comment on the works of the ones whose work you've gotten an impression from?
E quanto a outros artistas europeus, como Thomas Ott (desenhista de quadrinhos de horror suíço)? Poderia comentar o trabalho daqueles cujo trabalho te deixou uma impressão?

Can't say I have any European influences that way, though Victor Ambrus, a book illustrator is one of my biggest.

Não posso dizer que tenho influências européias nesse sentido, embora Victor Ambrus, um ilustrador de livros, seja uma de minhas maiores.

Recently there has been an "invasion" of sorts, with brazilian comics artists integrating the north-american comics market. Some examples are the twins Bá&Moon, Rafael Grampá, and also artists like Joe Bennet and others. I'd like to know if you're familiar with their efforts and what do you think about their works (assuming you're familiar).
Recentemente houve um tipo de “invasão”, com quadrinistas brasileiros integrando o mercado norte-americano de quadrinhos. Alguns exemplos são os gêmeos Bá e Moon, Rafael Grampá, e também artistas como Joe Bennet e outros. Eu gostaria de saber se você conhece seus trabalhos e o que você pensa deles (presumindo que você conhece).

Well, Ba and Moon and now Grampa are super talented superstars in my book. I weep when I see their work. Wish I was that good. Not really familiar with anyone else specifically from Brazil.

Bom, Bá e Moon e agora Grampá são estrelas super talentosas, até onde eu entendo. Eu choro quando vejo o trabalho deles. Queria ser tão bom. Não tenho familiaridade com o trabalho de mais ninguém especificamente do Brasil.


Talking about Brazil, you've been here before, during FIQ!. What did you think of it, what called you attention and when are you coming back, man?

Falando sobre o Brasil, você já esteve aqui antes, durante a FIQ!. O que achou? O que chamou sua atenção e quando você volta, cara?

Loved it. A very unique festival. A bit european, a bit American. Very interesting an not to mention the country itself. Had a blast.

Adorei. Um festival único. Um pouco europeu, outro tanto Americano. Muito interessante, isso sem mencionar o país em si. Me diverti muito.

No idea when I'll be back. Probably when invited! It's a long way and a big trip!

Nem idéia de quando vou voltar. Provavelmente quando convidade! É um caminho longo e uma viagem enorme!

What are your thoughts on the adaptation of 30 Days of Night to the big screen? Would you change anything?

Quais seus pensamentos a respeito da adaptação de 30 Dias de Noite para a telona? Você mudaria alguma coisa?

I thought it was pretty good. Much to do with the efforts of director, David Slade. Beyond that, I haven't thought about such things. I can't influence such things and prefer to move on anyway. There's nothing I could "do better" related to the film. I had little to do with it.

Eu achei bem bom. E isso teve muito a ver com os esforços do director, David Slade. For a isso, eu não pensei sobre essas coisas. Eu não tenho como influenciar o processo e prefiro seguir meu caminho, adiante. Não tem nada que eu pudesse fazer “de melhor”, relacionada ao filme. Tive pouco a ver com ele.

By the way, any more projects of yours on route to the big or small screen? Besides the series adaptation of other 30 Days of Night books, I mean (by the way, those haven't gotten in Brazil yet. Shame, shame.)?

A propósito, mais algum projeto seu sendo dirigido à telona (ou à telinha)? Fora a adaptação para seriado dos livors de 30 Dias de Noite, digo? (A propósito, isso ainda não chegou no Brasil. Vergonha, vergonha.)

There's possibly something happening with "Welcome To Hoxford' which I believe got an option.... but know little more than that.

Há a possibilidade de algo com “bonvindo a Hoxford”, que creio ter uma chance… mas sei pouco mais que isso a respeito.

You've made some pretty "explosive" parnerships, as, for instance, with Steve Niles and Warren Ellis. Is there another writer you'd like to
Você fez algumas parcerias “explosivas”, como, por exemplo, com Steve Niles e Warren Ellis. Há algum outro escritor com quem você gostaria de trabalhar?

None specifically. Really just like working with friends or on interesting things, otherwise I much prefer to work completely on my own.

Nenhum em específico. Na realidade, eu simplesmente gosto de trabalhar com amigos ou em coisas interessantes. Fora isso, prefiro trabalhar sozinho.

By the way... superheroes. By now, we pretty much understand the attraction of the genre: superpowers are cool, there's lots of visual appeal in it, since you can include practically everything in the plots, omnipotence fantasies generally sell 'cause they are pleasant and, frankly, who'd like to read a story about their neighbour? As a result, we have most of the comic books market turned into superheroes. Recently, though, there's been some titles and artists (present company included) that ruptured this paradigm somehow, presenting stories focused on other things than adults in spandex with their undies over their pants. We have 30 Days of Night, Walking Dead, Fall of Cthutlhu, Unknown Soldier, Crossed, Do Androids Dream of Electric Sheep?, just quoting the first ones to pop into mind. I'd like to know your views on the matter. Are people finally getting ready for other themes?

A propósito… super-heróis. Agora nós entendemos em grande parte a atração do gênero: superpoderes são legais, há muito apelo visual, você pode incluir praticamente tudo nas tramas, fantasias de onipotência geralmente vendem porque são agradáveis e, francamente, quem gostaria de ler uma história sobre seu vizinho? Como resultado, temos a maior parte do mercado de quadrinhos voltado para super-heróis. Recentemente, entretanto, têm aparecido títulos e artistas (presente companhia incluída) que romperam esse paradigma de alguma maneira, apresentando histórias que enfocavam outras coisas, não apenas adultos em colantes com as cuecas por cima das calças. Temos 30 Dias de Noite, Walking Dead, Fall of Cthulhu, Unknown Soldier, Crossed, Do Androids Dream of Electric Sheep?, só pra citar os primeiros a pipocar na mente. Gostaria de saber suas idéias a respeito disso. As pessoas estão, finalmente, prontas para outros gêneros?

No, not in America at least. It will always be superhero dominated. It's just the way of things. But good stories wil always have some successes. Those are the reasons for the projects you listed having some popularity I guess.

Não. Não na América (do Norte), pelo menos. Será sempre dominada pelos super-heróis. É simplesmente o jeito que as coisas acontecem. Mas boas histórias sempre terão algum sucesso. E essas são as razões para os projetos que você citou terem alguma popularidade, penso eu.

It looks like Comics and Movies are in love, these days. There's been an enormous number of adaptations of comics to the big screen. Again, the first ones, recently made, to pop into mind as examples: Scott Pilgrim, Green Hornet, 30 D. o. N., Jonah Hex, not to mention Marvel and DC's superheroes, as Green Lantern, Superman, Batman, Iron Man, Fantastic 4, Spiderman, and so on... do you think that's due to the industry finally acquiring the technology necessary to actually turn these stories into "screen reality", since they'd naturally need lots of special effects, or there is actually a greater demand for fantasy? If so, why?

Parece que quadrinhos e cinema estão apaixonados, nesses dias. Tem havido um número enorme de adaptações de quadrinhos para a tenola. De novo, os primeiros, feitos recentemente, a pipocarem na mente como exemplos: Scott Pilgrim, O Besouro Verde, 30 Dias de Noite, Jonah, Hex, sem mencionar os super-heróis Marvel e DC, como Lanterna Verde, Batman, Homem de Ferro, Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, e assim por diante... você acha que isso se deve à indústria finalmente ter desenvolvido a tecnologia necessária para tornar essas histórias em “realidade cinematográfica”, já que necessariamente teriam um monte de efeitos especiais, ou há na realidade uma demanda maior por fantasia? Se houver, por quê?

It's mostly just Hollywood looking to make some big bucks off some intellectual property since they had a few successes. It's the way of things. Money drives it. Yes, some amazing visual films can be bade now, but they cost... and the assumption is there many comic films can be blockbusters. We'll see how long it lasts really.

É em sua maior parte devido a Holywood querer fazer uns bons pilas através de propriedade intelectual firmada, já que tiveram alguns sucessos com o tema. É o jeito que as coisas são. O dinheiro dirige o mercado. Sim, filmes visualmente maravilhosos podem ser feitos hoje, mas eles custam muito… e a assunção geral é a de que muitos filmes baseados em quadrinhos podem se tornar sucessos. Vamos ver quanto tempo dura essa tendência, na verdade.

Do you work at home? What is your rythm? How many hours a day do you usually work, how many pages are done during these hours, what exactly you do on them (penciling and/or painting, etc.)? What do you listen while working?

Você trabalha em casa? Qual seu ritmo? Quantas horas por dia você trabalha, normalmente, quantas páginas são feitas durante essas horas, o que exatamente você faz nelas (lápis e/ou pinturas, etc.)? O que você costuma ouvir enquanto trabalha?

I currently have no rythm, and am a bit behind on everything... have just moved to a new city and state so really need to get a new studio set up pronto! Generally I keep night time hours and work loooong into the darkness. If I listen to music, it's often movie soundtracks now. For mood.

Eu no momento não tenho ritmo, e estou meio que correndo atrás da máquina em tudo... acabei de mudar para uma nova cidade, então realmente preciso organizar um novo estúdio o mair rápido possível. Geralmente eu trabalho à noite, até aaalta madrugada. Se ouço música enquanto trabalho, são frequentemente trilhas de filmes. Pra efeitos de ambientação.

Got 2 top ten darings for you: name the ten most visually appealing graphic novels and movies/animations, in your opinion. That's for the reader to get acquainted with your taste and compare with your art, by the way.

Tenho 2 desafios de “os dez melhores” pra você: Quais as dez Graphic Novels mais visualmente atraentes, e quais os dez filmes/animações também mais visualmente atraentes? Isso é para o leitor se familiarizar com seu gosto e para efeitos de comparação com sua produção, a propósito.

I can't really do top tens... I can barely think of ten of anything these days. PLus, it's all subjective and I'll change my mind constantly. Arkham Asylum, Palestine ( by Joe Sacco ) and 300 would be up there though.

Movies.. well, Aliens, the Thing, maybe Dark City. Very visual, quite oldschool films now, but they work.

Eu não consigo fazer o jogo de “os dez melhores”… mal consigo pensar em dez de qualquer coisa por esses dias. Mais, isso é muito subjetivo e eu iria mudar de idéia constantemente. Mas Asilo Harkham, Palestina (de Joe Sacco) e 300 estariam lá em cima na lista.

Filmes... bom, Aliens, A Coisa, talvez Dark City. Muito visuais. De estilo um tanto tradicional, vistos agora, talvez. Mas eles funcionam.

Recently, in a brazilian blog (VertigemHQ) that translates and advertises your work, Wormwood, you made a comment that generated a huge discussion. What I'd like to ask you is: what do you think about scans? Do they help or are they prejudicial? In this case specifically, your brazilian fans were able to know one of your works that will probabily not be published here for a great while yet. (An information: the blog publishes your PayPal so that the fans can contribute with the work of the author he likes, so the objective would be "spreading the word", instead of merely stealing the works.)

Recentemente, em um blog brasileiro (VertigemHQ) que traduz e divulga seu trabalho, Wormwood, você fez um comentário que gerou uma enorme discussão. O que eu gostaria de perguntar é: o que você pensa dos scans? Eles ajudam a divulgar o trabalho ou são prejudiciais? Nesse caso específico, seus fãs brasileiros foram capazes de conhecer um de seus trabalhos que provavelmente não seria publicado aqui em muito tempo ainda. (Uma informação: o blog publicou seu PayPal para que os fãs pudessem contribuir com o trabalho do autor de que gosta, e argumenta que o objetivo seria a divulgação, em vez de meramente roubar os trabalhos.)

Oh, that was awhile ago... you mean where people steal/pirate the work essentially? ( because that's what it is, and I myself have downloaded some films! ) Well in regards to my work, people doing that virtually guarantee my books will never make it to Brazil. If there was little demand before, there's certainly not going to be any if they're all downloaded and translated anyway. I'm a small time guy, I only make money on the sales of my books, I don't actually get paid to make Wormwood comics. So, it's a bit sad. And I've never seen a single paypal donation, though that was a nice courtesy, once I asked. There is no such thing as "spreading the word" though. It's still basically robbing an artist who will not see any benefit from his/her hard work. I can empathize, sure, and am a hypocrite to some degree but that's the way it is.

Ah, isso foi um tempinho atrás... você quer dizer onde as pessoas roubam/pirateiam o trabalho, essencialmente (porque é isso o que é, e eu mesmo já baixei alguns filmes!)? Bom, a respeito de meu trabalho, as pessoas que fazem isso virtualmente garantem que meu trabalho não chegará nunca ao Brasil. Se havia pouca demanda por ele antes, certamente não haverá nenhuma se esse trabalho já está todo traduzido e baixado de qualquer maneira. Sou um peixe pequeno, só faço dinheiro através das vendas de meus quadrinhos, eu não sou pago pra fazer Wormwood. Então, é um pouco triste. E nunca vi nenhuma doação por PayPal, embora tenha sido uma cortesia legal, depois que eu pedi. Não há isso de “propagar a palavra”, “divulgar o trabalho”, entretanto. Ainda é basicamente roubar um artista que não vai ver nenhum benefício por seu trabalho duro. Eu posso compreender, claro, e também sou um hipócrita até certo grau, mas é assim que vejo o assunto.

Finally (sorry, again), any message to your brazilian fans?
Finalmente, alguma mensagem pra seus fãs no Brasil?


Well, hello! Thanks for even knowing who I am! Please buy my books, if you can read english, or ask Brazillian publishers to put them out... it's the best way and lets me pay my rent. Which is a lovely thing sometimes.

Bem... olá! Obrigado até por saberem quem sou! Por favor comprem meus livros, se sabem ler em Inglês, ou peçam a editoras brasileiras que os publiquem... é o melhor jeito e me permite pagar meu aluguel. O que é uma coisa ótima de se fazer de vez em quando.

Esse eu quero diagramar!
Tem texto introdutório? Posso ir diagramando pra 3 páginas?

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por rdelton em Sex Mar 04, 2011 9:16 am

Esse eu quero diagramar!
Tem texto introdutório? Posso ir diagramando pra 3 páginas?

Beleza Snuck!

Não vai ter introdução, mas vai ter um texto final ok? Eu preparo e te envio...
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por rdelton em Sex Mar 04, 2011 9:17 am


Aí Rodrigão...

É todo seu, faça o que quiser com o texto! Very Happy

Meus prezados leitores de bom gosto!

Como prometido venho por este meio comentar a última edição dessa pseudo-revista que leva 4 anos amaldiçoando e tornando fútil a veraz cultura tupiniquim.

Bom, o que podemos usufruir da leitura da vigésima publicação do periódico em questão?

Quase nada, logicamente...

Mas, antes de pronunciar minha opinião, devo admitir qu,e francamente, hei de reconhecer o mérito desses singelos pimpolhos que organizam esta publicação. Porque ainda com muito esforço seria difícil juntar tanta "amoralidade" em 58 páginas... Mas eles conseguiram!

Então parabéns meninos! Vosso esforço foi recompensando com essa porcaria!

É fato que o periódico começa muito bem sua jornada informativa, porque logo após o editorial somos testemunhas de uma espetacular demonstração de como escrever com bom-tom, eloquência, beleza e humildade através da epístola de um senhor que, casualmente, sou eu; Bráulio Taumarturgo!

No decorrer desses magnifícos vocábulos vemos seguidas matérias com nomes curiosos... Na sequência de dedicação a inutilidade há matérias com ABAS(?), KillOffer(?!), Steampunk(?!?), Von Dews(?!?!?) que é um senhor que discute sobre SCANS(!!!!)... Acredito ser desnecessário censurar algo dessas linhas.

Como bom observador (Bom ou excelente? Ô dúvida cruel...) vi que foi apresentado um personagem aos leitores chamado Apanhador de Estrelas (??????). É notório dizer que nas duas estórias que sucedem a introdução do dito cujo não se aprecia o mesmo pegar nenhum astro da abóboda celeste. Ou seja, o que ele sim apanhou foram aos bobinhos que perderam tempo lendoo.

E na contracapa temos varões e fêmeas, pagões, preparados para o Carnaval interactuando com o leitor... Foi uma idéia genial?
Não, claro que não...

Foi uma idéia de jerico!

Assim que, já me subtraem palavras para desencorajar a leitura dessa pseudo-revista...

Contudo, quero agora parar de falar de desgraças e coisas ruins e começar a discursar sobre algo que todos meus augustos leitores desejam.

Falarei sobre algo maravilhoso e belo de deliciosa modestia e que qualquer ser humano gostaria de saber.

Sim, meninos e meninas! Falarei nas próximas linhas sobre mim!

Apesar de ser consciente da admiração que todas as pessoas tem ao meu ser devo admitir, entretanto, que em minha infância eu admirava meu progenitor.

É certo que não parava de pensar no incrível ser que era meu pai. Cada dia de minha vida de criança eu pensava em ser como ele e copiar suas atitudes e defeitos... E eu pensava aos 7 anos;

"Como é possível este homem ter feito um filho tão maravilhoso como eu? Eu preciso descobrir este segredo, pois tenho que ser pai de um menino assim como sou no futuro!"

E recordo-me que em minha hora de dormir ele sempre me lia lindos contos infantis como A A Divina Comédia , Guerra & Paz ou O Príncipe de Maquiavel.

Aaaah, bons tempos!

Efetivamente eu tive a infância sonhada por qualquer miúdo!

Com relação a farsa da minha morte e uma susposta esposa, ressalto que meu falecimento venho por meio desse editorzinho mixuruca chamado Kio. E estou solteiro por ora, pois ainda não nasceu a deusa que comprazerá meu ardor e inteligência.

Fico, ansioso por nosso próximo monólogo, sendo sinceramente vosso,

Bráulio
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por rdelton em Seg Mar 07, 2011 6:28 am

Do nosso novo colaborador Rafael! BEM-VINDO!!!

Quem for diagramar me avisa que há imagens que ele forneceu, ok?



Título: Uma edição, uma editora
Autor: Rafael Martins Páros
Diagramação: Kio
Revisão: ???

Quadrinho é Arte, Cultura e também História. E estou dizendo Quadrinhos, não enquanto este ou aquele universo fictício, mas enquanto indústria e forma de expressão, possuem sua própria História, com linhas do tempo, fatos de interesse, reviravoltas, personas e também peças raras que simbolizam uma era. Volta e meia eu me deparo com preciosidades nos sebos e nas grandes livrarias, em geral são revistas cujo conteúdo descreve um fato na cronologia de determinado herói ou universo que é mór para seu entendimento ou para que alguém possa se considerar um fã de quadrinhos hardcore. Ou então, são novidades eleitas como revolucionárias para o meio enquanto lê-las te deixa mais próximo de concluir o segundo motivo descrito no parágrafo anterior.
Todavia às vezes eu me deparo com coisas como essa da qual vou falar agora. Meu truta Ronaldo Ruiz, cartunista e arqueólogo dos quadrinhos, assim como eu, me emprestou recentemente o primeiro número de Youngblood de Rob Liefeld, que ele adquirira num sebo. É nota que o primeiro volume de absolutamente qualquer herói é considerado uma raridade, mas este era diferente, pois não era somente isso que o tornava uma HQ antológica.
A Image Comics surgiu em 1992, devido a uma coligação de desenhistas e roteiristas insatisfeitos com os tratos que tinham na Marvel Comics. Eles decidiram fundar uma empresa onde não só teriam uma autonomia mais ampla sobre os personagens (sobretudo nos lucros advindos deles), como também poderiam levar os Quadrinhos como um todo para uma nova direção. Direção esta que eles consideravam o verdadeiro potencial dos Quadrinhos junto ao público. Os heróis criados foram então somados e nasceu o Universo Image, que por muito tempo, disputou popularidade quase que diretamente com a antiga editora dos criadores.
Isso tudo é fato conhecido, incluso também o fato de que o Universo/Editora Image apostava num perfil literalmente arquetípico para construir seus personagens e histórias. Equipes superpoderosas com uniforme de collant, gengivas aparecendo em rostos contorcidos de pura tensão, garotas de seios em forma de pingo e lábios enormes, bíceps maiores que cabeças, mãos sempre fechadas prontas pro combate, etc., etc. A fama crescente da firma se deveu em grande parte ao personagem Spawn de McFarlane, e aos grandes desenhos de Jim Lee, enquanto o reboco ficou por conta de Rob Liefeld, considerado o Dom Quixote dos Quadrinhos.
E é de Rob Liefeld que eu quero falar. Acredito que somente Alam Moore entendeu como funcionava a cabeça deste que é um dos roteristas/desenhistas mais demonizados da Indústria. O pensamento Liefeldiano sobre quadrinhos pode ser tosco e reducionista, mas há nele uma inocência na sua tentativa de “ser sério”, que me remete ao próprio impulso original que leva qualquer rapaz a querer desenhar seus próprios quadrinhos. Nisso, Liefeld é icônico.
Para ilustrar meu ponto, convido vocês a viajar comigo pela páginas de Youngblood #1, numa análise rápida, porém significativa.

Logo ao pegar a revista já se percebe o padrão Image (como também o padrão de qualquer edição número 1), com os heróis em pose de ação, tão juntos que uma só granada poderia matá-los todos. A revista tem basicamente duas histórias, uma dos heróis e outra do vilão. A primeira página já mostra um presidente dos Estados Unidos preocupadíssimo com a situação da fronteira com o Kuweit (Liefeld tentando contextualizar seus irreais heróis na atualidade americana) e enviando uma equipe Youngblood para o local imediatamente.
Segunda página: splashpage. Vocês verão muitas delas ao longo de edição. Trata-se da primeira equipe Youngblood, diferente da que está na capa, liderados pelo Coronel Battlestone. Para evitar processos, Liefeld chama o ditador do Kuweit de Kussain. Em seguida, os membros são apresentados um a um por um narrador invisível que acrescenta uma observação característica a cada um.


Eis um dos quadrinhos mais feios que já vi. Um close do rosto de Battlestone onde qualquer amador percebe a linha dos olhos e o nariz tortíssimo.


Depois de derrotarem as forças de boas vindas de Kussain, Stone e seus operativos têm uma discussão em estreitos e claustrofóbicos quadrinhos, onde não dá pra se ter nenhuma noção do cenário onde eles estão. Dois dos membros debandam e acabam vitimas de uma armadilha. Stone é considerado culpado e derruba com um soco e muitas linhas de ação um membro que o acusa, matando-o.
Virando a folha, se encontra uma splashpage até de qualidade muito boa, boa até demais. Tão boa que você se pergunta se Liefeld desenha mal porque quer. Com um Stone com chamas de fúria nos olhos e sendo atacado por Invictus. Vira-se a página e volta-se a arte tosca normal, mas dessa vez os quadrinhos estão mais confortáveis e espaçosos. Pode-se ver afinal o cenário.
Stone é rendido por Invictus e Capela e levado a prisão. Outra splashpage (É, outra). Stone está acorrentado. O julgamento é retratado em página dupla lido de pé. Stone, que até então exibiu um comportamento totalmente egoísta, assume uma feição demoníaca com pele branca e olhos vermelhos, e critica o exército americano por manipular vidas e querer serem deuses. E ainda jura vingança no final.
Catorze meses depois, surge Shaft, para liderar a nova unidade Youngblood, com pernas de coxas inchadas de tão musculosas, um tanquinho de abdômen, com mil saliências e nenhum sovaco. Depois: splashpage de pé. Os membros do grupo são apresentados, todos com cara de mau e mãos fechadas. Mesma coisa: dizem os nomes e observações pertinentes. Tem um lá que, segundo consta, tem força nível oito. Seja lá o que isso queira dizer no universo Liefeldiano. Muito provavelmente é para que a coisa toda pareça um enorme vídeo game ou então que vire um vídeo game mais tarde...
Vem um fotógrafo e a história encerra com o time em pose de capa. Fim. Alguém mais percebeu algo errado?
O pior vem agora. Quase oitenta por cento da revista está dedicada a segunda história, sobre o time do mal Brigada, liderados por.... Stone. Sim, a história do vilão fala do vilão e a história dos heróis TAMBÉM fala do vilão. De qualquer modo, a segunda história é o maior festival de frases de efeito já vistas numa revista. Todos os personagens têm uma fala pronta e um comentário capcioso para dizer enquanto estão em plena luta ou movimento. Discursos enormes sem nenhum gaguejo ou lapsos.
O time de Stone, formado por desconhecidos que o narrador não quis apresentar com suas legendas resumidas, ataca a casa de um líder da Yakuza, chamado Soroyama.

Uma amostra dos chavões e das frases de efeito despropositadas da história.
“Entenderam?” “Eu não, mas acho que eles sim”... acho que nem eles....

Logo um bando de ninjas ataca, mas isso não faz os protagonistas de calarem a boca. O combate é tão rápido que não dura nem um quadrinho. Na verdade, não se mostra os ninjas sendo derrotados. Eles simplesmente somem e sugere-se que foram rechaçados. Eis que surge depois, um oponente de calibre, igualmente espertinho nas frases, o Guerreiro (Liefeld devia ter se orgulhado muito desse nome minimalista. “Vai se chamar... Guerreiro. Isso diz tudo!”). Os caras lutam, blábláblá, o Guerreiro é fodão, blábláblá, frases de filme de ação (“Vire-se Gaijin e encare sua morte.””Ah, eu vou virar sim, mas para fazer ISTO!!! E se por acaso não gostar... sugiro que vá reclamar com alguém que se importe” _ isso enquanto dava uma cambalhota, veja bem.). O Guerreiro é derrotado levando subitamente um pilar de mármore na cabeça. A protagonista das lâminas e do capacete esquisito mata o mafioso. Battlestone quer que o corpo de Soroyama fique exposto para que todos saibam quem fez isso e, assim, eles ganharem notoriedade... embora isso seja contra tudo o que ele ensinou (WTF? Só de ver a performance de Stone na história passada, fico pensando o que foi que ele “ensinou” aos seus mercenários. Honrar pai e mãe?).
Página seguinte, Stone volta a América e é contatado por um cara com uma proposta de sucesso e ganho ou fracasso e perda. Stone dá uma de durão de princípio, mas depois aceita. Trata-se de roubar uma pedra mística que Hitler queria (é isso ai, o velho truque de mencionar o nome de Hitler para todos saberem que é coisa séria). A jóia está escondida numa base do exército americano, invadida por Stone e sua turminha em meia página. Em uma página e meia eles são atacados pelos novos Youngblood, que não sei o que estavam fazendo passeando nos tubos de ventilação. Splashpage. Eles brigam. Ações simultâneas. Frases de efeito. Stone e sua galera são derrotados e fogem.
Stone fica irado por que o contratador não quis pagá-los e despede todos os seus subordinados (mas ele não queria que o time ficasse conhecido?). Existe um momento de ternura entre os psicopatas e no fim um deles retorna devido à amizade (Amizade?) que tem por Stone.

De uma hora pra outra um Stone bipolar amacia e fica com conversinhas de gratidão e fraternidade.


Na TV eis que surge a notícia de que dois caras sobreviveram a um acidente de submarino e ganharam super poderes (coisa trivial). Ainda com ares meio boiola, Stone e seu adido retornam ao aspecto vilânico e decidem convencer os dois rapazes a entrarem pro time (sem nem saber o poder deles. E se for um Arroto Atômico?) A última página mostra um indeciso Stone pensando: “Esse lance todo de começar uma super-equipe soa tão ridículo... é tudo que eu mais odiava quando fazia parte do Youngblood... bem, NÃO CUSTA TENTAR!” Eu quase morri de rir nessa.
E mais: Stone entra, os rapazes viram e perguntam o podem fazer por ele (temos superpoderes agora, sabia?) e ele responde: “Na verdade a questão é: EM QUE EU POSSO AJUDAR VOCÊS?” Ele não estava indeciso?
Tcharam!!! E Liefeld termina essa história ao invés do tradicional FIM, com um controverso COMEÇO.

Daí na contracapa, uma propaganda da.... Revista do Vilão. Afinal o que Liefeld REALMENTE queria ter desenhado?

Youngblood #1 é fantástico de tão absurdo que é, um absurdo emblemático. O fato de que os próprios heróis da revista aparecem em 12 páginas quando a edição tem 50, o roteiro flutuante (E a Pedra de Hitler? Foda-se.), os pequenos detalhes (Stone pega o telefone e liga pros dois novos supers sem nem saber número nem nada...), os discursos metralhadora, enfim, todos esses fatores tornam a revista abissal. Sim, é sabido que ela não é mais do que uma amostra grátis, inclusive pelo fato de que tenta descaradamente vender a revista do vilão, mas o que me fascina é perceber que nada daquilo foi acidental, mas que seria incorreto dizer que foi proposital. Liefeld é maluco e não é responsável por nada do que sai da sua cabeça.
Youngblood #1 entra no meu hall de HQs antológicas porque em primeiro lugar ela ilustra basicamente toda a psicologia Image, talvez até no que diz respeito também às obras de Lee e McFarlane. Savage Dragon, Freak Force, Cyber Force, Wild Cats, todos esses títulos padeciam dos mesmos vícios e esteróides.
Em segundo porque representa a cara do meio da década de 1990, onde os Quadrinhos começaram a se encarar como indústria séria e surgiram conflitos de interesse entre empresas estrelas como a Image, que claramente estava tentando vender bonequinhos e especular na bolha de edições de luxo, e gigantes como a Marvel e DC que começavam a encarar o fato de que Quadrinhos também era literatura.
Havia em Liefeld, assim como na Image como um todo, um conceito de como e porque o público consumia Quadrinhos semelhante ao que Tarantino tem com seu público no cinema (só que este mais bem sucedido). A Image repudiava intelectualismos, mas valorizava iconografias e simbolismos. Para ela, o consumidor comum de Quadrinhos procurava uma diversão descompromissada, como um filme pipoca, com código fáceis de pegar, ainda que fosse esse mesmo perfil que estava sendo acusado de arruinar a imagem dos Quadrinhos, tornando-os infantis. A Image se apresentava como uma indústria adulta, rebatendo a crítica fiando-se em violência explícita e idéias vagamente realistas.
Mais tarde Alan Moore retirou o limo de cima de tudo isso e repaginou o Universo Image, por incrível que pareça, valorizando exatamente essa visão restrita. Ele reformou Supremo, tornando- não só uma homenagem sincera ao arquétipo do superherói, como também travou um diálogo metalingüístico com os próprios Quadrinhos. A saga Dia do Julgamento (que eu levei semanas para achar na net... e em espanhol), reforma totalmente a linha do tempo, inserindo os personagens em seus devidos lugares e ainda por cima justificando por que o Universo Image era e é desse jeito, de modo genial, literalmente puxando a orelha de Liefeld.
Enfim, não é só de fatos de importância ou roteiros literatos que vive uma HQ histórica. Assim como no nosso mundo, nós esquecemos de olhar para aqueles pequenos heróis de guerra que fizeram pouco, mas que foram fundamentais para que grandes obras pudessem ter surgido.
Além disso, como arte que é, os Quadrinhos devem ser reverenciados também pelos seus detalhes obscuros e negativos. Quadrinhos como da Image era e ainda são uma realidade e são essas polarizações múltiplas entre o tosco e o refinado que tornam o universo criativo desse meio tão rico e cheio de possibilidades. Youngblood #1 é um festiva de enganos, mas é uma aula de História dos Quadrinhos.








Última edição por rdelton em Qui Mar 17, 2011 5:56 am, editado 2 vez(es)
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por rdelton em Ter Mar 15, 2011 10:57 am

Texto: rdelton!
Revisão: ???
Diagramação: ???

O maravilhoso mundo da cozinha caníbal

Esta receita é especialmente idealizada pelo chefe Tkomo’o Nalcova’a depois de uma conversa franca com um velho guaraní onde sincerava que já não sabia o que fazer com sua obstinada esposa.

A resposta do velho sábio foi clara e direta:

“Podes fazer uma boa janta!”

E após ser iluminado com essas singelas palavras Tkomo’o produziu uma das melhores delícias da cozinha caníbal que seguem para todos os leitores abaixo:

Lasanha T’komia’a.

Ingredientes.

500 grs de casca de lesminhas Eca-Blergh do norte do lago Titicaca.

250 grs de carne seca e moída de turista tonto inglês.

250 grs de carne moída e fresca de turista amarelinho colombiano.

2 ou 3 colheres de sangue coagulado de fêmea obstinada numdou-numdou (Tribo feminista de

extrema-esquerda africana).

500 grs de presunto.

500 grs de queijo mussarela.

200 grs de queijo manchego em quadrados.

1 pacote de queijo ralado.

1 caixa de molho de tomate.

Cebolas, alhos e condimento a gosto e um pouco de manteiga.

Modo de preparo.

Cozinhe as casquinhas das lesma e depois de cozidas passar um pouco de manteiga para que não grudem.
Refogue a cebola, alho até ficarem douradinhos.
Misture as duas carnes de turistas (o tonto e o amarelo) e junte ao que já foi refogado e mexa até obter uma cor homogénea junto com o molho de tomate.
Daí coloque o sangue coagulado e continue mexendo. Aumente o fogo e continue mexendo. Agora pare um pouco de mexer e rebole. O swing é bom. Gostoso demais!
Apague esse fogo e deixe de pensar sacanagem.

Montagem.

Em uma forma coloque no fundo um pouco do molho da carne e comece pelas casquinhas de lesma. Depois ponha encima o presunto. Logo suba a mussarela e salpique o queijo manchego, depois o restante das casquinhas, sobe outro presunto, bota mussarela, salpique o queijo manchego, vai, bota mais, continua, não para, mais rápido, assim, assim, assim... e pronto!

Leve ao forno para gratinar e depois é só comer. Hummmmm! É gostoso é?

Obs.: Apesar de caníbal o chefe Tkomo’o Nalcova’a apresenta várias facetas como artista, dançarino, escritor e tarado.


Última edição por rdelton em Qua Mar 16, 2011 4:26 am, editado 1 vez(es)
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por Agente Dias em Ter Mar 15, 2011 11:27 pm

DIÁLOGOS - (HQ) O Justiceiro: Boas Vindas

Página 1 – Quadro 1

[Legenda, em formato de página de caderno]: - Diário de Guerra do Justiceiro: Nova Iorque, EUA.
- Festas! Não sou convidado para uma, desde os meus tempos de Marine.
- Mas eram outros tempos.
- Um tempo que parou em um domingo de verão.

Página 1 – Quadro 2

[Legenda, em formato de página de caderno]: - Esta festa é da família Lardine, da máfia italiana. Estão com todos os mafiosi* reunidos e até os funcionários são deles.
- Estão reunidos para comemorar a chegada de Dylan Lardine. Ele acaba de sair da cadeia.

(*) os membros são chamados de mafiosi (no singular: mafioso)

Página 1 – Quadro 3

[Legenda, em formato de página de caderno]: - Eu deixei um contato observando esses ratos.
- Dylan tentou contrabandear armas aqui em Nova Iorque e se livrou da minha punição graças à ação do F.B.I., estragando a minha tática.

Página 1 – Quadro 4

[Legenda, em formato de página de caderno]: - Essa é a Dona Angelina Lardine.

==

Página 2

[Legenda, em formato de página de caderno]: Ela tomou os poderes da família depois da morte de seu marido, Semion Lardine, quando morreu de câncer, há quatro anos atrás.
- Ela festeja a “perfeição” da justiça que julgou o seu filho Dylan Lardine. Apesar da absorção, ele pra mim já foi sentenciado como culpado! Isso basta!
- Depois de me passar todas as informações da festa e de Dylan, o meu informante me perguntou como eu conseguiria o convite...
- A ficha criminal de cada um presente ali dentro, pra mim, já seria um convite.

Logotipo: O Justiceiro
Titulo: Boas Vindas!
Créditos: Roteiro (Brenno Dias), Arte (Vinicius Cruz), Cor (Troiano), Letra (rdelton) e Capa (Indefinido)

OBS.: Fã Arte! A história foi produzida por admiração ao personagem. A obra não é para comercialização. (Texto tbm em inglês. Alguém do fórum conseguiria traduzir?)

===

Página 3 – Quadro 1

Sra. Lardine, sussurro: Nada do meu bambino.*

(*) Traduzido do italiano.

Página 3 – Quadro 2

Sra. Lardine, off: - Era para achar o Dyrlan, seu idiota! Porque a demora?
Segurança I: - Desculpe-me, senhora! Ele está a caminho.

Página 3 – Quadro 3

Segurança I: - O motorista disse que ele estava recebendo um presente muito importante.
-Deve ser de alguma mulher. A senhora sabe como é o Dylan...
[Legenda, em formato de página de caderno]: - Ele ainda podia falar...

Página 3 – Quadro 4

[Legenda, em formato de página de caderno]: - Será que ele vai gostar do presente?

Página 3 – Quadro 5

Homem I, seta: - Meu Deus!

===

Página 4 – Quadro 1

[Legenda, em formato de página de caderno]: - É um quebra cabeça..

Página 4 – Quadro 2

[Legenda, em formato de página de caderno] – Ou melhor...
Homem II, off e seta: - Merda!!!
Mulher I, off e seta: - Quem fez isso??

Página 4 – Quadro 3

Segurança I: - O que está havendo?
Segurança II: - Olha a bandeja!

Página 4 – Quadro 4

Sra. Lardine, off e seta: - NÃO!!!


Página 4 – Quadro 5

[Legenda, em formato de página de caderno]: - Ele é o quebra-cabeça!

====

Página 5 – Quadro 1

Sra. Lardine, off e seta: - MIO DIO!!!

Página 5 – Quadro 2

[Onomatopéia]: BOOOMMMM!!!

Página 5 – Quadro 3

[Legenda, em formato de página de caderno]: Essa é à parte do: Seja bem-vindo.

Página 5 – Quadro 4

[Legenda, em formato de página de caderno]: Continuem a festa no inferno!

Página 5 – Quadro 5

[Legenda, em formato de página de caderno]: - Agora tenho outra festa para ir.

Página 5 – Quadro 6

[Legenda, em formato de página de caderno]: - Espero que também gostem do presente.

[Mensagem de finalização: Fim???]


Última edição por Agente Dias em Qua Abr 06, 2011 5:35 pm, editado 1 vez(es)
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por rdelton em Qui Mar 17, 2011 6:41 pm

Gente tem que revisar bem, porque eu ouvi tanto este áudio que estou até tendo pesadelos com escrever e ler ao mesmo tempo...

Não consigo me concentrar para revisar isso e meu português tá cada vez piorzinho...
Crying or Very sad Crying or Very sad Crying or Very sad Crying or Very sad Crying or Very sad Crying or Very sad Crying or Very sad Crying or Very sad



ARG!CAST - O FARRAZINE TAMBÉM POD!

Foi uma das minhas, poucas, experiências no Skype...
Reconheço que sou "analfanético" com algumas
tecnologias da internet. Principalmente com relação a
chat ou conversas em tempo real.
Eu não sabia manejar muito bem o programa (eu sei, nem
é tão complicado assim, enfim...) mas o pessoal do
Arg!Cast foi bacana e paciente.
Abaixo um bate-papo cheio de descontração e risadas
com o Matheus Shortfall e o Hilliam.

Farrazine.
Então já está gravando?

Arg!Cast - Já está gravando! Essa foi a primeira
pergunta? (risos)

Farrazine
1.
Não, né? Na verdade, a primeira pergunta que temos é
como começou o Arghcast?

Arg!Cast - Sei lá a modo "resumo ever" um de nós
perguntou por telefone - E aí, o que cê tá fazendo?
Nada? vamos fazer podcast? (risos)
Agora a versão séria é que nós tinhamos um antigo site
(Arghfornerds e depois Arghforever) que não deu muito
certo e terminou. Mas nós ainda tinhamos muita vontade
de fazer alguma coisa na internet, tipo um site, sei
lá e tal... Daí, como o outro site tinha acabado e
ainda tinhamos uma hospedagem paga por um ano em um
host, veio a idéia de fazer um podcast porque
estavamos escutando bastantes nesse meio tempo. Logo o
Matheus (Shortfall) lembrou que foi o Prof. Nerd que
apresentou o universo podcast para ele e acabou por
convidá-lo para participar. O Hilliam era amigo de
infância do Naskah e recrutou ele também... Daí foi
uma coisa puxando a outra e acabamos conhecendo um
montão de gente legal que participou ou ainda
participa. Todos são muitos importantes neste tempo
que criamos o Arg! seja comentando, escrevendo ou
colaborando de outra maneira!
E todos estão vivos ainda, importante ressaltar!

(risos)

Farrazine
2. Quais eram os objetivos que vocês gostariam de
alcançar quando começaram o podcast?

Arg!Cast - Era ser melhor e maior que o JovemNerd! (risos)
Brincadeira, vamos parar de falar bobeira! (risos)
Realmente o objetivo era diversão total! A gente não
tinha um foco prioritário nem nada disso... Na verdade
a gente se fode bastante para fazer o podcast e o mais
gratificante é saber que é divertido para nós que
fazemos e para os ouvintes. Nós não ganhamos dinheiro
para fazer o podcast e nem para manter o site. Só que
realmente depois de 1 ano do início vimos que
deveriamos levar a coisa com cada vez mais seriedade
até porque estavamos tendo cada vez mais acessos e
popularidade. No ano de 2010 tentamos investir um
pouco mais no Arg!Cast... Podemos dizer que foi uma
coisa que começou como diversão e virou coisa séria.
Mas sempre como hobby porque senão perderia toda a
graça e o tesão. Fazer o Arg!Cast é como ter orgasmos
múltiplos (risos)!!!

Farrazine
3.
Como vocês definiriam o Arg!Cast para alguém que está
"ouvindo" falar pela primeira vez?

Arg!Cast - Pô eu só tenho uma cara:

SEN-SA-CIO-NAL!!!! (risos)

Farrazine
4.
Falando de trabalho. Qual é a profissão da galera do

Arg?

Arg!Cast - Generalizando nós temos desenvolvedores de
web que é o Hilliam, que tem muita vontade de criar
games também, temos estudantes que são o Matheus e o
Naskah, Professor Nerd é professor (óbvio!) gigolô
(risos) e dá aula de inglês e o Daniel HDR desenha
para a DC e dá aulas de desenho aqui em Porto Alegre.
Temos também o Giusepe é analista de sistema e a Ana é
roteirista.

Farrazine
5.
E dentro do universo de podcast quais vocês curtem?


Arg!Cast - Ah! De nenhum, cara! (Risos)

Farrazine
6. Nem do Arg!Cast? (risos)

Arg!Cast - Claro que não! Menos ainda! (risos)
Agora sério, nós escutamos bastantes podcasts...
Atualmente temos ouvido muito o JovemNerd,
logicamente, que achamos que é a base de todos os
podcast. Escutavamos muito o Animecast também...
Ouvimos o Matando Robô Gigantes, até gravamos com o
Afonso e ficou muito legal. Somos mega-fãs dos caras!
Acho Sensacional! Nós gravamos com o Melhores do Mundo
também, escutamos bastantes eles e os caras são super
engraçados! Tem o TavernaCast também que estamos
ouvido, o Hcast, O Super Controle Podcast (Eterno
DrinkCast pra gente!)... Tem mais ainda, mas é foda
lembrar todos agora... A gente tenta ouvir todos
porque são muitos bons... O Papo de Gordo também é
legal. Eu (Hilliam) ouço podcasts até no trabalho...
Enquanto estou programando solto uma risada do nada.

Farrazine.
7. Com relação a galera que escuta os programas do

Arg!. Vocês acham que acabam tornando-se formandores
de opiniões entre o público nerd? Vocês tem essas
sensações nos comentários do público? Ou algo tipo que
alguém escreve que deforma completamente o sentido
original da idéia que foi transmitida no podcast?

Arg!Cast - Ah, a gente já viu alguns comentários que
desmotivaram mesmo... E também outros que motivaram e
motivarão para sempre! E isso é o mais legal porque o
feedback da galera acaba contribuindo de alguma
maneira na gente. Sempre podemos tirar proveito das
opiniões alheias no bom sentido. E de uma certa forma,
com relação a primeira parte da pergunta, você acaba
influenciando um pouco as pessoas que escutam o
programa, querendo ou não. Porque o podcast é como uma
conversa aberta que acaba com comentários e emails.
Não quer dizer que estamos impondo nada. De repente o
ponto de vista diferente acaba chegando a uma pessoa
que tinha outro ponto de vista e termina aceitando o
seu. Até a gente acaba sendo influenciado pelos
feedbacks que recebemos do público. Termina sendo uma
coisa como dar e receber.

Farrazine.
7. No ano de 2010 quais programas destacaram mais?

Arg!Cast - Por comentário acho que foi com o Paulo
Peixoto do blog PorraMaurício! Outro que teve muita
discussão foi o do Super-Homem vs Batman e o do
Homem-de-Ferro... Falando nisso... Cara o do Homem-
de-Ferro teve neguinho tenso mesmo (risos)!!! O
pessoal levou a sério a brincadeira do Fabiano, velho!
O pessoal "vocês deviam falar do Homem-de-Ferro não do

Batman"!!! E o mais legal é isso porque a galera leva
a sério, as vezes, a briga entre eu (Hilliam) e o
Fabiano, que realmente no podcast nós dois estamos ali
discutindo, mas na verdade depois a gente sai pra
bater-papo e tudo bem tranquilo. Brincadeira mesmo. E
isso me recordou a pergunta sobre influência que você
fez e formação de opinião porque a galera ficou puta
da cara mesmo com o que falamos.

Farrazine.
7.Mas tem nerd que é assim mesmo, não é? Pior ainda se
for fã do Batman... Os fãs do Batman são fodas... Acho que
eles são piores que aquela galerinha cosplay e tal...
(risos)

Arg!Cast - (Risos) Pior que é! (risos)

Farrazine.
8. E quais foram os programas que vocês mais gostaram
de fazer?

Arg!Cast - Sinceramente uns dos melhores foi o das
gostosas das HQ's porque eu (Hilliam) conheci o lado
sombrio do Daniel HDR! Falando sério! (risos)

Farrazine.
9. E quais temas vocês ainda não abordaram legal?

Arg!Cast - Animes e Tecnologia. Animes por falta de
conhecimento suficiente pra se meter a ficar falando,
alguns poucos que gostamos já fizemos e outros ainda
estão por vir. Já tecnologia até renderia bastante
conteúdo, mas não tivemos resultados satisfatórios nas
nossas tentativas de abordar esse tema.

Farrazine.
10. E os projetos para o 2011?


Arg!Cast - Primeiramente tentar seguir nosso
cronograma, publicar todos os episódios nas datas
previstas, ter mais colunas, trazer mais convidados
sensacionais e fazer mais coberturas de eventos. Ah!
Publicar conteúdos ainda não publicados, como os
vídeos da Comic-Con! Esse são nossos planos, parece
simples, mas acaba nos faltando tempo. Então acho que
o que planejamos para 2011 é ter tempo realmente pra
fazer tudo isso.

Farrazine.
11. Comentem 3 coisas que ninguém sabe sobre o argcast

ainda?

Arg!Cast - Temos um vídeo com os Irmãos Piologo, muito
louco por sinal!
Temos também um vídeo com o Leonel Caldela e o Gustavo
Brauner, respondendo ao primeiro vídeo com o Rafael.
Pra quem não conhece a história, é basicamente
birrinhas de suas jogatinas de RPG. E que a fonte do logo do ARGCast é a mesma do Naruto. Mas já estamos providenciando a troca dele! Tem mais
algumas coisas, mas já que só pediram 3, vamos deixar
para uma próxima entrevista.

Farrazine - Galera valeu mesmo, forte abraço!

Arg!Cast - Acabamos sendo sucintos, mas se quiser podemos
responder mais perguntas suas ou responder mais sobre
as mesmas hehe...Mais uma vez agradecemos a você e
toda a equipe do Farrazine, valeu!

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por Kio em Qui Mar 17, 2011 7:04 pm

Pode deixar que eu reviso e diagramo, Ramón. Valeu. Very Happy
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por Brontops em Seg Mar 21, 2011 11:02 am

Kio!!!!

Urgente: o Gustavo Duarte retornou e há algumas correções a fazer na entrevista... Vou mexer nisso e já passo. Ele também disse que vai passar uma ilustração inédita...

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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por Kio em Seg Mar 21, 2011 1:03 pm

Beleza, Brontops.

Fico aguardando. Very Happy
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por Kio em Sex Mar 25, 2011 6:55 pm

Aulas de Roteiro – Parte 1

Antes de mais nada, uma breve apresentação. Sou Rafael Camargo de Oliveira, como o sobrenome diz, um descendente judeu, mas que não sabe nada do judaísmo. Aspirante a pesquisador e roteirista de quadrinhos. Ao ver algumas aulas na internet e em livros e revistas sobre roteiro, resolvi acrescentar algumas dicas a quem está começando, mas não focando muito na técnica, algo muito trabalhado pelas demais aulas encontradas. Só não vale escrever sobre o anti-semitismo, hahaha.

1 – O fator leitura...
Começando pelo básico e que toda aula de roteiro sempre bate nesta tecla. Ler, ler, e ler. Mas, por quê? Por que ler livros? Simples: ideias originais provém de obras originais e isto você vai encontrar somente na literatura que foge do mainstream. Aqueles que inovaram seus estilos em diversas escolas literárias, sejam eles Edgar Allan Poe, James Joyce, Aldous Huxley, Guimarães Rosa, etc. Esses são só alguns exemplos para contextualizar. O importante é expandir o leque...

2 – E quanto a leitura de quadrinhos?
Muitas aulas de roteiro acabam descartando (não totalmente, mas ainda sim descartam) a leitura de quadrinhos, sendo preferencial a leitura de livros, pois como dizem “nada substituí um bom e velho livro”. Em suma isso procede, mas para se compreender o ritmo da narrativa dos quadrinhos, jogos de cena e outros a leitura de hqs se faz fundamental. É recomendável, assim como nos livros, a busca de obras inovadoras em diversos aspectos (seja no desenho ou na composição narrativa), vide Watchmen, como principal exemplo do segmento. Outra dica interessante é a leitura de roteiros, pois ajudam no entendimento entre desenhista-roteirista.

3 – Poesia e Filosofia...
Sim... Ficar só no universo fantástico das leituras é ótimo, mas para dar sentido e verossimilhança a eles, terá de buscar em outras ciências, explicações e teorias... Provavelmente aquela com elevado grau de importância seja a filosofia, já que ela é a precursora das ciências contemporâneas, embora não seja propriamente uma ciência, de acordo com o termo etmológico da palavra. Filosofia, física, biologia, história, geografia... Todas são fundamentais, afinal, de onde acha que veio a Teoria do Caos tão presente nas obras de Alan Moore. A física responde essa. E o big evento da DC, conhecido como Crise Nas Infinitas Terras não fica de fora das indagações físicas como a Teoria das Cordas (ou dos multiversos). E quanto a poética? Ora, a poética é a ritmica e a beleza que irá compor a narrativa. Sua narrativa pode não seguir parâmetros poéticos, mas um conhecimento desta sempre contribui bastante. Para finalizar este tópico, um relato: graças a poesia e a filosofia que surgiu um movimento genuinamente brasileiro, de nome Hqs Poético-filosóficos (iniciados por Gazy Andraus, Edgar Silveira Franco e Mozart Couto).

4 – Filmes...
De acordo com Scott McCloud, Will Eisner trouxe uma evolução às Hqs, inserindo recursos cinematográficos. Ora, os quadrinhos são uma junção de duas artes: cinema e literatura. Sendo assim, o cinema não pode ficar de fora. E ouso dizer que deve-se incluir ainda o teatro como elemento fundamental das expressões faciais e corporais.

Esta é uma pequena introdução a aula de roteiros, dicas/reclamações/sugestões podem enviar para (e-mail do farra aqui). Até a próxima!

Por Rafael Camargo de Oliveira
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

Mensagem por Kio em Sex Mar 25, 2011 6:57 pm

Brazilian Comic Code - Por Rafael Camargo de Oliveira

Não há como falar em censura sem citar o que hoje, talvez possa ser considerado o artista mais censurado de todos os tempos. A referência é a Donatien Alphonse de François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade, o responsável pelo termo Sadismo. Ateu, anti-cristo, louco... Foram atribuídos esses e vários outros adjetivos, mas Sade foi mais do que um aglomerado de palavras de cunho insultante (que por sinal faziam Sade ficar em ecstasy). O Marquês foi uma importante figura na presente revolução sexual, culminada de forma definitiva na década de 60, mas que antes, permaneceu na “proibição” por séculos. A crítica bem que tentou, revelando suas falhas estilísticas, mas nada resolveu, pois o ponto forte de Sade estava na sua ácida crítica social e literária.
O marquês é um clássico exemplo da função repressiva sobre a arte. A moral, cujo “moralizante” supremo foi Kant, questionava certos valores humanos e, ao serem expressos na arte, os moralistas depravavam todo ideal artístico que não segue regras e implicações das tendências mundanas, ficando apenas com a reprodução do mundo, de forma surreal, fictícia e, por vezes, mais assustadora do que a própria realidade. A Nona Arte (ou histórias em quadrinhos, ou simplesmente HQ, como preferir), tal como recebe o título “arte”, não escapou da descarga sanitária artística. Todos os amantes das Hqs conhecem o conhecido Comic Code Authority, que foi oficialmente extinto neste ano. Seria esse o fim da censura? Ora, provavelmente seria mais fácil chegar a fissão da partículas de anti-matéria do que atingir esse patamar... E acredite, no Brasil, conforme as Hqs crescem no mercado, os executores da foice e do martelo (símbolo inicialmente do proletariado russo, que depois tornou-se um pesadelo) crescem o olho. E como crescem...
Podemos crer que não é necessário relatar o período da ditadura, pois é claro para todos a censura explícita. Focamos em algo mais implícito, através dos dias atuais... Começamos por 2006, com a seguinte manchete: “Banda Grossa: quadrinhos sob ameaça de censura em Joinville” (matéria por Marcelo Naranjo, publicada em www.universohq.com). Após receber apoio cultural do governo, a revista de humor Banda Grossa acabou sendo barrada na Câmara dos Vereadores com a desculpa de que não havia sido mencionado nenhum conteúdo relacionado a sexo e uso de drogas na revista. Avançando um pouco no tempo, temos a HQ “Dez na área, um na banheiro e ninguém no Gol” comprada pelo governo para ser distribuído nas bibliotecas escolares do país. Ao saber do conteúdo adulto (palavrões de cunho sexual) e até mesmo uma referência ao PCC (pelo jeito o governo não conhece figuras de linguagem...), a Hq foi recolhida e classificada por José Serra como de “muito mal gosto”. Em 2009, ainda tivemos casos parecidos com o citado acima, desta vez, com as hqs do mestre Will Eisner (Um Contrato com Deus, O Jogador e O Nome do Jogo). Esses são só alguns dos diversos casos que temos por aí, muitos deles nem tão divulgados assim. Só em nível de comparação: no Japão são permitidos os mangás tidos como “pedófilos” por aqui, pois de acordo com os japoneses isso é na verdade uma crítica a esta prática e não uma apologia. Pobre do autor que fizer isso por aqui, vai ser preso, apedrejado, e... bom, ficar só nesses dois exemplos mesmo. A última das polêmicas foi o caso “petralha”, uma palavra que causou tanto alvoroço e olha que ela nem tinha nenhum cunho sexual (nem foi criada pelo Marquês de Sade...). Petralha foi um termo criado como forma de acusação aos petistas, uma mistura de petista com os irmãos metralha da Disney. Porém, com o passar do tempo o termo leva hoje uma nova conotação. Só o termo, porque as pessoas... Aliás, os petitas com dor de cotovelo resolveram agir e acusaram o favorecimento de uma posição política por parte da editora Panini.
Casos e mais casos, quando tudo mudará de vez? Se depender da cabeça de um povo preso a uma moral Kantiana completamente irracional (segundo Nietzsche), com certeza, nunca! Primeiramente, os quadrinhos devem ser não somente titulados como arte, mas serem tratados como tal. Em segundo lugar, tal como existem livros adultos, existem quadrinhos... A mentalidade de uma concepção infantilizada dos quadrinhos tem que ser extinta. Enquanto isso, as hqs são tratas como papel higiênico. Menos mal, assim serve para algo: limpar bundas. Ao mais otimista, sobra o pessimismo e ao mais pessimista, o pessimismo, é claro. Viva os sádicos (ou seriam masoquistas?) quadrinhos brasileiros!
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Re: TEXTOS PARA REVISÃO ZINE #21

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