TEXTOS PARA REVISÃO #23

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Agente Dias em Seg Jul 11, 2011 8:00 pm

Podem descarregar! bom
avatar
Agente Dias
Apagati CRTL+ALT+DEL

Mensagens : 381
Data de inscrição : 15/05/2009
Idade : 29

Ver perfil do usuário http://diasroteirosdehq.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Apgrilo em Seg Jul 11, 2011 8:14 pm

Andanças por um Local Distante


Ramuel viajava. Andar era só o que sabia fazer. Passeava por entre os países, costumava conversar com as pessoas próximas aos reis, rainhas, tiranos e acabava sabendo meio que sem querer o que pensava todos os diversos soberanos da região.

Parou para beber vinho em uma estalagem da estrada que conectava todos os reinos.

- Ramuel, está sabendo? - Perguntou sussurrando o dono, que atendia os fregueses por trás do balcão.

- De quê?

- Da guerra.

- Guerra, você diz? - E o dono anuiu.

- Mas, porquê?

- Dizem os viajantes que param aqui que algum rei guarda um tesouro. E que todos os outros vão tentar tomar para si.

Isso amedrontou Ramuel, ele não gostava de violência. Decidiu pesquisar a respeito.

Em 2 dias entrou na capital de Hur e procurou por seu conhecido que sabia das coisas, mas não o achou de início. Encontrou um albergue e decidiu que lá se estalaria até que o encontrasse para saber do que pensava o rei e se a tal guerra viria.

- Tem quarto? - Perguntou ao funcionário, que anuiu. - Gostaria de um.

Foi andar pelas ruas com o intuito de procurá-lo. Se maravilhou com a arquitetura dos prédios com até 4 andares, muitas janelas e o domo arredondado. Percebeu como as pessoas que lá viviam eram tratadas pelos funcionários reais. A forma de governar o povo se refletida na rua nos vários empregos que garantiam a sobrevivência de alguns e faziam com que Ramuel entendesse mais sobre aquele local. Não encontrou o informante.

Antes de ir embora, viu alguns centauros adultos, que com espadas na mão, treinavam duro e forte, que segundo seus cálculos seria para a tal batalha. Para não perder tempo e com medo iminente, foi ao próximo reino.

O reino de Har.

Chegou na capital, mas agora tinha em mente achar um velho conhecido, amigo de um amigo, que por si conhecia outro amigo que achava que era um dos conselheiros do rei.

- Ramuel, quanto tempo. - Disse sorrindo. - Venha conhecer minha casa e família.

- Meu velho amigo, não temos muito tempo para cumprimentos. Preciso lhe falar sobre a guerra. - O conhecido mudou de semblante.

- Sim, entre, vou lhe contar o que sei.

Ele entrou. Por lá passou a noite. No dia seguinte, saiu de sua casa satisfeito do almoço e da conversa. Foi andar pelas ruas da capital para tentar achar transporte ao terceiro reino.

Pelo que Ramuel notou, em Har havia prédios maiores, delgados e menos janelas. A rua era menos suja, porém os mendigos eram tantos que se confundiam com os habitantes. Notou alguns bichos esquisitos, como fênix e filhotes de dragões, e quando viu a criação dos animais se lembrou para o que as criaturas seriam utilizadas.

Tremeu.

Respirou fundo e voltou a andar.

E somente depois de 2 dias encontrou quem o levasse ao outro reino para que pudesse continuar sua missão.

Atingiu Her ao meio do dia, ou pelo menos era o que pensava de acordo com os 3 sóis que os iluminavam. Ramuel notou agora que outra arquitetura reinava no país daquele soberano, com prédios altos como Har, porém mais largos, mas com amplas janelas que permitiam entrar a brisa da tarde. Caminhou pelas ruas sujas, com tantos ratos quanto mendigos.

Parou em frente a sede administrativa. Ali, via entrando e saindo pessoas com roupas diferentes e notava pela língua comum falada que eram vários os funcionários governamentais diferentes. Continuou e passou embaixo de um grande aqueduto até atingir a casa de seu informante.

- Chame seu mestre. Diga que Ramuel está aqui.

Enquanto o servo o chamava, ele observava mais quando alguns batalhões passaram por ele rumo ao descampado em frente do grande castelo. Eles só levavam quimeras adultas, porém muitas delas e algumas expeliam fogo pela boca.

- Ramuel, entre rápido. Vamos.

E Ramuel entrou. Sentou-se na sala, e o servo veio com chás e biscoitos para os dois.

- O que se passa em Her?

- É muito complicado, Ramuel.

- Entendo. É pior do que se suspeitava? - O informante anuiu. - O que podemos fazer?

- Não sei.

- E quando começa?

- Acho que em alguns dias.

- Então eu vou. Ainda preciso ir a Hir e Hor, tenho conhecidos por lá que falarei.

- Alguma instrução, senhor?

- Sim, descubra mais sobre o rei e envie-me por ave.

O informante anuiu e Ramuel saiu.

Passou por Hir e não encontrou nenhum conhecido e por lá não ficou nem 1 dia. Mas pelas horas que passou não pode deixar de notar as casas de pedra em que viviam os moradores, e no castelo de mármore em que o rei vivia. Além das roupas dos trabalhadores reais, muito bonitas.

Chegou a Hor a noite depois de 2 dias e meio.

Mesmo preocupado, não pôde deixar de notar a arquitetura. Prédios com aparência sinistra, de cores escuras, ruas mal iluminadas, mas estranhamente não tão sujas quanto os outros reinos. Com poucos ratos e quase nenhum mendigo.

Ele passou por um cercado onde viu quimeras e dragões dormindo.

Agora estava quase aflito.

Correu para procurar seu primo, que trabalhava como consultor de um dos nobres que auxiliava o rei. Parou em frente da sua casa e mandou chamá-lo. O parente veio em questão de minutos.

- Ramuel, o que faz aqui?

- A guerra. O que acontecerá a todos nós?

- Venha que lhe contarei tudo.

Ramuel entrou.


FIM


Pablo Grilo
apgrilo@gmail.com
http://genesefantastica.blogspot.com

Apgrilo
Apagatti um dois três testando

Mensagens : 22
Data de inscrição : 18/06/2011

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Kio em Seg Jul 11, 2011 9:07 pm


AINDA EXISTE AQUELE AMOR – Brenno Dias

#

-Pra que fotos que paralisam o que não é mais verdade?
-Pra que cartas que registram coisas no verbo do passado?
-Pra que lembranças que só alimentam a amargura da alma?

É o que o coração daquela mulher se pergunta ao flagrar seu marido saindo do motel com outra mulher. Ela mesma não acredita no que vê, não acredita que um casamento de dez anos está se resumindo naquilo. A atenção dela se foca na lanterna do carro do marido que assinala para uma direção contrária da casa deles. O carro some no meio do trânsito noturno. Mesmo que não sumisse ela não iria mais conseguir enxergar nada, as lágrimas inundam os olhos e é preciso fechá-los. De olhos fechados soluçando sobre o volante do próprio carro estacionado, a mulher vê novamente a cena que o carro sai do motel, mas agora observa que ao lado do marido, a amante, estava vestindo várias saias, saias ciganas que preenchia todo o interior do carro...

#


Carla acorda de seu pesadelo, suada e muito assustada. Ao levantar-se procura seu marido ao lado da cama e ele não está. Acende a luz do quarto já procurando algum relógio e pode ver que marcava poucos minutos antes dos minutos que se passavam no pesadelo. Ela fica sem ar e muito apavorada, o ciúme se mistura aos sentimentos, e logo corre pro celular e quando vai discar o último número do celular do marido, ela se lembra da conversa que teve com a vizinha. A dúvida por influência do ciúme sonda seu coração por alguns segundos, mas decide dar crédito às palavras de sua vizinha, aliás, aquela conversa não tinha sido por acaso, a vizinha não sabia da crise no casamento dela. Carla joga o celular sobre a cama e corre até sua estante na sala do apartamento... Pega a bíblia que havia ganhado de presente da mesma vizinha e cai de joelhos aos pés do sofá. Ela sem rumo começa uma oração a Deus. Mesmo não sabendo como orar ela mais uma vez acreditou em sua vizinha, quando havia dito que o Espírito Santo de Deus iria ajudá-la a orar.

Bem longe dali, Paulo, o marido de Carla está num quarto de motel à espera de sua amante, mas minutos se passam e ela não chega. Paulo fica impaciente e começa a procurar o número da amante no aparelho celular, mas nada do número aparecer, ele estranha jurando pra si mesmo que havia anotado o número no aparelho e então procura por algum possível papel que estivesse anotado o número. No meio da procura, Paulo, revê na carteira a foto de sua esposa. Sem entender o porquê, ele começa a sentir nojo do quarto onde está e sente o prazer ser trocado por uma saudade, saudade da esposa, aquela saudade que existia no inicio do relacionamento. Paulo sai do quarto e a caminho do carro liga para casa.

- Alô!?
- Meu amor, me desculpe! Estou louco de saudades!
- Paulo é você?
- Não meu ouviu, amor? Estou louco de saudades! Sei que passam das três da madrugada, mas conheço um restaurante que ainda está aberto. Arrume-se que estou indo te buscar! Hoje teremos uma lua de mel. Beijos!

Aquela casa que estava um jardim de flores cinzentas acaba de virar cena de filme romântico. Carla fica pasma com a atitude do marido após a oração. Com felicidade ela desliga o telefone e começa a chorar de alegria, agradecendo repetidamente ao novo Deus que a vida dela acabou de sentir. No momento que consegue controlar a emoção ela volta a ouvir o pastor que falava na programação de televisão que estava assistindo e o responde com uma fé que não conhecia:

- Sim! Eu quero entregar a minha vida a Jesus. O meu Deus de Amor!
avatar
Kio
Editor aposentado
Editor aposentado

Mensagens : 1599
Data de inscrição : 29/12/2008
Idade : 45

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Kio em Seg Jul 11, 2011 9:07 pm

CURSO DE ROTEIRO (DIVULGAÇÃO - AGENTE) - 1 PÁGINA

Atenção, diagramador: autor mandou imagens, dá um toque que envio. (Kio)


O curso de roteiro para histórias em quadrinhos visa ensinar ao aluno como transformar suas idéias em histórias e a organizá-las dentro de um roteiro. Além disso, algumas das aulas apresentadas podem servir como base para criação de personagens e histórias em outras mídias que se envolvem com a criação de uma história, como: cinema, contos, romance etc. Este curso é composto por sete aulas, que são: Proposta (Organizando as idéias), Narrativa (Guiando as idéias para uma boa história), Criação de Personagem (Usando o eixo da história), Diálogos (Dando um bom “som” aos quadrinhos), Planos & Ângulos (Enquadrando as cenas), Transições (Movimentando as cenas) e Roteirização (Texto técnico para a produção da HQ). Dando assim ferramentas para criar a história perfeita dentro do roteiro ideal.

Site:

www.ipstudio.com.br


Informações:

Endereço: Avenida das Américas 3959, loja 120 - Shopping Marapendi. Barra da Tijuca - Rio de Janeiro Ligue para gente 2430-7013 ou 9629-0319.

Dias e horários: Segunda a sexta das 9:00h às 21:00h e sábado das 9:00h às 18:00h


Última edição por Kio em Qua Jul 13, 2011 1:07 pm, editado 2 vez(es)
avatar
Kio
Editor aposentado
Editor aposentado

Mensagens : 1599
Data de inscrição : 29/12/2008
Idade : 45

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Rafael Oliveira em Ter Jul 12, 2011 10:03 am

Bem aventurados os que são coxos (conto)

Que fique bem claro a minha sensatez, pois não sou um qualquer. Trate a mim como um deus, mas não um deus qualquer. Um deus coxo. Não sois filho de Hera, tampouco meu nome deveras ser Hefesto. A minha religião deve-se ao sincronismo dos indo-europeus até os povos da ásia menor e, talvez até mais, some aquelas terras nunca acessadas por Alexandre e verás um pouco da minha religião de costumes típicos. Filosofias e aforismos a parte, devo focar em minhas aventuras motivo este desta escrita trágica (ou cômica para os que gostam de um malfeito). A busca que tive ao início foi pelo conhecimento e nada melhor que Platão para instruir-me em sua notável escola aristocrata. Fui de encontro ao mestre, pedi-lhe para que me aceitasse como seu discípulo. Eis que Platão responde.
- Gostas de música meu caro?
- Claro!
- Ótimo. Sabes que a música molda o caráter e aqueles que odeiam as liras não serão bem vindos aqui.
- Amo a música. Poderia eu me tornar seu discípulo?
- Infelizmente não. Percebi que ao chegar, tu és coxo.
- Sou sim.
- Sendo assim, não podes porque és coxo.

É necessário deixar bem claro que meu olhar não é coxo e meu pensar também não é coxo… O que me torna coxo são só meus membros inferiores com o meu andar. E por que não disse isso ao mestre? Ora, isso não faria diferença. Até porque resolvi arriscar na carreira militar. Procurei Napoleão…
- Aprecio sua coragem…
- Obrigado senhor!
- Porém, não posso recrutá-lo. Tu és coxo!

Pensai bem junto a mim: como ter ao lado um companheiro de guerra coxo? Seria um coxo capaz de salvar alguém? Mais provável ele ter de ser salvo a todo momento. Isso com certeza empacaria e até desmontaria a estratégia militar. Napoleão foste sensato e nada tive a declarar. De certa forma, precisaria mesmo era de uma companheira. Pensei em Eusébia, mas ela também era coxa e não queria alguém que fizesse par da mesma deficiência. Veio-me a mente os mesmos pensamentos de Brás Cubás, “Por que bonita, se coxa? Por que coxa, se bonita”. Isso não faria sentido, aliás… isso nunca daria certo! Pensei em ambos ao segundo andar de um sobrado, então a campainha toca… Nenhum deles seria capaz de abrir a tempo! Definitivamente, não daria certo.

Havia uma mulher que eu desejava e que já foi desejada por muitos, dentre eles poderosos nobres e reis, Menelau foi um deles. Atualmente ela é a prometida de Páris. Eu deveria ter Helena, de Esparta, para mim! Consultei a deusa do amor.
- Afrodite, acredite em mim! Darei um marido melhor que Páris. Deves me conceber Helena…
- Isso quem decide é ela. Tudo que posso fazer é colocá-lo diante dela e o trabalho de D. Juan será seu.
Não tinha nada a perder. Me coloquei ao encontro de Helena! Páris era um medroso e nenhuma mulher desejaria tal impotência. Um homem que necessita de uma deusa para se proteger não conseguiria defender a beldade que é Helena, capaz de causar uma guerra! Esta era a principal arma deste coxo!
- Helena! Sejas minha esposa. Garanto que não se arrependerás, pois não sou um covarde como o filho de Príamo!
- Mas tu és coxo.

Esta resposta não necessitava de nenhuma réplica… A verdade foi dita. Sem conhecimento, sem ao menos um reconhecimento e agora, uma companheira para o fim de meus dias resta-me a melhor companheira do homem, aquela para todas as horas. Sem pensar duas vezes, passei a lâmina em meu pescoço, senti dores, porém rápidas e logo nada mais estava em meu campo de visão. Apenas uma silenciosa escuridão. Tempos depois (não sei dizer exatamente o quanto), acordo e me encontro em meu quarto exatamente onde executei meu próprio assassinato. Com o meu sangue que escorrera pelo chão formou-se uma frase.

“Não posso levá-lo, pois tu és coxo”.

Rafael Oliveira
Apagatti Meia-lua+X+O+O

Mensagens : 63
Data de inscrição : 15/01/2010

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Nano Falcão em Ter Jul 12, 2011 4:49 pm

Marvel e DC:

VALE A PENA FERRAR TUDO PELOS FILMES?


A maioria de vocês, que chegaram até este texto, curtem histórias em quadrinhos. Portanto, devem saber sobre o relançamento das revistas DC em setembro. Agora, se por um acaso do Google ou se você estava num universo paralelo nos últimos meses e não sabe de nada, resumo da ópera: A DC Comics, segunda maior editora de quadrinhos dos Estados Unidos – e proprietária do Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash e Lanterna Verde, para citar os mais famosos – vai zerar todas as suas publicações e relançar tudo a partir do número 01. Mais drástico ainda: os personagens vão apresentar novos visuais, novas origens e vários detalhes da sua história serão alterados.
O objetivo é alcançar “novas audiências”. A DC há anos é a segunda em vendas nos Estados Unidos – atrás da Marvel Comics, a proprietária do Homem-Aranha, Hulk, X-men, Capitão América, Homem de Ferro, Thor, pra também citar os mais famosos. Mas nos últimos tempos a crise econômica dos EUA afetou sobretudo o mercado de gibis, e as vendas caíram vertiginosamente (não só da DC). Claro, há tempos não se vendia revistinhas como antes, os jovens preferiam os videogames, animes, e outros badulaques tecnológicos.
Insatisfeitos, os executivos da Aol Time Warner – corporação dona da DC Comics – determinaram mudanças drásticas para tentar alterar o quadro. Não se trata só de vender mais que a Marvel, mas acima de tudo, vender mais do que atualmente! Porque esses gibis não são um negócio tão lucrativo quanto antes. O objetivo do relançamento dos personagens é atrair a atenção para as revistas e conquistar novos leitores. Se aposta muito no meio digital, como novo meio de leitura de milhares de pessoas, baseado na explosão dos tabletes.


VISUAIS PARA NOVAS MÍDIAS

O que mais causou estranheza nos antigos leitores foi, sobretudo, os novos visuais propostas para os heróis. A “cueca por cima das calças” foi abolida – a começar pelo “intocável” uniforme do Superman que praticamente não mudou em 70 anos! As heroínas deixam de mostrar as pernas de fora, mostrando também uma tendência ao politicamente correto. Mas o que incomoda é o aspecto de “armaduras” que as novas roupas coloridas têm.
Os uniformes foram desenvolvidos por JIM LEE, o novo diretor de criação da DC desde o ano passado. É ele que desenhará a principal revista da nova linha, a Liga da Justiça, equipe onde participam os mais populares heróis da editora. Lee disse que os novos uniforme seguem “tendências modernas” e “foram pensados para adaptações em outras mídias”.
Adaptações para outras mídias! Eis a palavra mágica! Eis uma tendência seguida não só pela DC, mas há anos adotada pela Marvel Comics, embora não de forma tão escancarada.
Como os gibis deixaram de dar dinheiro, a maior fonte de lucro desses personagens ainda são suas adaptações para o cinema, videogames, desenhos animados e a própria venda dessas marcas e imagens para produtos como cadernos, lancheiras, agendas, lápis, mochilas, e todos aqueles penduricalhos manchados!
Um filme também empurra as vendas das combalidas revistinhas. Não à toa nos meses de lançamento de um filme baseado em histórias em quadrinhos, as vendas da revista aumentam. Só para citar um exemplo, no ano passado, entre as dez graphic novels (encadernados) mais vendidos nas livrarias, cinco eram volumes da série Walking Dead (Os Mortos Vivos) que estourou numa série de TV à cabo!


QUE SEJA FEITA A VONTADE DE... HOLLYWOOD!

Para atrair o público que vai ao cinema para as revistas, os editores têm feito de tudo para que os gibis sejam os mais parecidos quanto possível com o que se vê na telona. Por exemplo, logo após o sucesso do filme X-MEN, em 2001, os mutantes perderam suas fantasias coloridas e passaram a usar roupas pretas de couro. Como Jean Grey era dada como morta em X-men 2, e o filme final da franquia mostraria sua “morte definitiva”, o escritor Grant Morrison teve também que matá-la nos quadrinhos, a pedido dos editores.
Com a estréia da franquia do Homem-Aranha em 2002, o herói e sua esposa, Mary Jane Watson, deram “um tempo” nos quadrinhos, já que não ficavam juntos no primeiro filme. Como no segundo filme eles ficavam juntos, na mesma época se reconciliaram nos quadrinhos. Até mesmo as “teias orgânicas” do herói acabaram migrando para os gibis. Recentemente, com o reboot da franquia, e o herói tento novos interesses românticos, a Marvel providenciou um peripécia onde limou toda a continuidade das histórias do Homem-Aranha: seu casamento com Mary Jane foi “apagado” e ele voltou a ter que precisar de lançadores de teia artificiais (já que essa é a opção que será usada nos filmes doravantes).
Pra quem acha apenas “coincidência”, avaliemos os casos: Até pouco tempo atrás, o personagem Homem de Ferro tinha evoluído muito nos quadrinhos, ganho novos poderes e se tornado diretor de segurança nacional comandando a organização Shield. Mas o filme foi um estrondoso sucesso, e assim, no prazo de um ano, o herói perdeu a Shield e os poderes extras, assim como o melhor amigo que era casado com Pepper Potts, afinal ela é o interesse romântico de Tony no filme. Então tinha que voltar a ser assim nos gibis também!
Outro herói que tinha passado por mudanças radicais nos quadrinhos e teve que voltar ao antigo status quo foi o Capitão América: Steve Rogers havia largado o escudo após ser dado como morto, e foi de certa forma “promovido”, virando agora ele o diretor da Shield, no lugar do Homem de Ferro. O novo Capitão era seu antigo parceiro da segunda guerra, Bucky Barnes. O problema é que o Capitão do filme será Steve Rogers, logicamente. E mais, a versão de Bucky adotada pelos produtores do filme é a versão ultimate, onde Bucky envelhece, ou seja, ele não poderia um dia ser o novo Capitão. Então o herói encontrou seu fim na recente mini-série “Fear It Self”, e Steve voltou a vestir sua roupa tradicional, que é usada no cinema.
Thor também é outro que aos poucos já está sofrendo mudanças devido ao sucesso de sua adaptação cinematográfica: nos quadrinhos, Odin estava morto, e seu irmão Balder era o rei de Asgard. Como Balder nem aparece nos filmes, os editores não só estão trazendo Odin de volta em Fear It Self, como apostamos um caminhão de cerveja que Loki deverá voltar a “idade normal” (atualmente ele é uma criança nos gibis), a fim de ficar em sintonia com o filme dos Vingadores, onde também desempenhará papel de vilão!


E A DC COM TUDO ISSO?

Vendo que o sucesso da rival estava tão ligado a adaptação das novas mídias, os executivos da Warner determinaram as mudanças nesse viés. “Mas poucos filmes baseados em heróis da DC foram feitos, e a maioria foi um fracasso!”. De fato, caro leitor. Mas a Warner está de olho nos filmes vindouros, afinal, há muita coisa em produção, até porque a única esperança de lucro verdadeiro que eles têm com os seus super-heróis está nas adaptações para outras mídias.
Por exemplo, o único caso de sucesso verdadeiro no cinema da Warner/DC foi o Batman. E quem já viu os filmes do Homem-Morcego de Christopher Nolan, viu que ele usa uma espécie de armadura. Então dá-lhe armadura nos gibis também, para que o público que sair das salas de cinema saibam que são o mesmo personagem.
Os irmãos Nolan, por acaso, são os que produzem o novo filme do Superman, que será dirigido por Zack Snyder, e quem viu Watchmen já sabe o que pode esperar do uniforme do Homem de Aço. Pois não é a toa que o novo uniforme do herói proposto por Jim Lee lembrem tanto algo que poderá pintar na telona! Afinal, só haveria um motivo pro Super, invulnerável como ele é, usar uma “armadura” de látex: afinal, não dá pra qualquer ator ficar bombadão daquele jeito! Mostrando o uniforme antes, nos quadrinhos, não será tão estranho quando ele pintar no cinema também.
Mesmo caso a Mulher-Maravilha, que já havia mudado o uniforme ANTES do polêmico relançamento, deixando de usar “calças curtas”. Uma série de TV estava sendo desenvolvida pra heroína, e como o público feminino era um dos alvos, os produtores queriam algo mais “respeitoso” para não inflamar as “sensibilidades feministas”. Mesmo como fiasco da série de TV, cujo programa-piloto não foi aprovado, o novo uniforme veio pra ficar, na esperança de novas chances de adaptação por aí.
Mas as mudanças vão além do visual dos personagens: quando as pessoas se perguntam porque anular o casamento de Superman e Lois Lane, a resposta é óbvia: da mesma forma que o Homem-Aranha estará solteiro no novo filme, o Superman também. Então se eles estivessem casados nos quadrinhos, isso seria “contar o final da história” e não “estimularia” o público a ver o cinema. Sem saber o “futuro” dos personagens – ou seja, “quem vai ficar com quem” – os heróis têm que estar solteiros não só no cinema, mas nos quadrinhos também. O Homem Aranha pode ficar com a Gata Negra, o Superman com a Mulher-Maravilha. Algum suspense é preciso criar.
E uma vez que o Batman apareceu nos cinemas ANTES do Superman, que seja feita a vontade de Hollywood, e assim será também nos gibis! Embora Superman seja “o primeiro super-herói” a aparecer ao público, segundo os novos informes (ou seja, limaram a Sociedade da Justiça da continuidade), os mesmos realeses da DC constam que “o Batman já está por aí há algum tempo, antes de todo mundo, como uma lenda urbana!”. Por essa razão, nos desenhos mostram um Batman mais velho que os demais heróis da DC, até porque eles deverão ser feitos por atores mais jovens que Chris Bale, né não?


BOM ENQUANTO PRODUTO, PÉSSIMO ENQUANTO ARTE

A estratégia da DC/Warner pode até estar correta do ponto de vista comercial: ir para um tudo ou nada, porque apesar do risco de perder os antigos leitores, é certo que somente os antigos leitores não são suficientes, a venda das revistas tem caído muito. Na verdade, tudo vai depender mesmo da distribuição digital, se este se tornar não só um novo ponto de consumo, como atrair gente que leia exclusivamente por este meio e não lia gibi antes, pode realmente renovar o público leitor e salvar não só a DC Comics, mas toda a indústria dos quadrinhos. A Marvel não vai deixar de adotar algo semelhante em relação a distribuição digital, se isso funcionar.
A polêmica fica mesmo quanto a produção de conteúdo. Sendo os personagens antes de tudo PRODUTOS, qualquer bom vendedor sabe que o segredo de um produto que vende é não mudar. Um produto só muda quando não está vendendo. Ninguém é louco de mudar a fórmula da Coca-Cola, ou fabricar Bombril com um material diferente.
É o que a Marvel vem fazendo há algum tempo, a partir do momento em que seus personagens se consolidam no cinema, enquanto produto. O Homem-Aranha eternamente solteiro e precisando de grana; o Homem de Ferro eternamente as voltas com a bebida (sim, ele volta a beber em Fear It Self!) e a industria armamentista; o Capitão América eternamente sendo Steve Rogers; Thor eternamente debaixo da asa de Odin tentando ganhar sua aprovação; Wolverine, tão fodão que terá sua própria equipe de X-men, alçado a posição de manda-chuva (algo inaceitável até alguns anos atrás).
Se isso torna os heróis um produto confiável e reconhecível quando alguém folheia um gibi, ou vai assistir um filme ou desenho animado, ou vai jogar um videogame, por outro lado para aqueles de nós que ainda compram uma revista em quadrinhos em busca de surpresas e reviravoltas que só aparecem numa boa história, é uma decepção.
Sem o risco de “mudanças” para nossos heróis, qual seria a graça disso tudo? Desde que o homem começou a contar histórias, a mudança é a grande moral na história: no final da narrativa, o herói nunca é o mesmo de quando começou a aventura. Seja isso na Bíblia, num conto de fadas, ou até mesmo em grandes sucessos do cinema, como Star Wars. Se tirarmos a perspectiva de mudança dos heróis não teremos Homero, Dumas ou O Senhor dos Anéis. Não teremos a Saga da Fênix Negra, o Contrato de Judas, a Saga de Elektra, A queda de murdock, o Monstro do Pântano de Alan Moore, ou Watchmen, O Cavaleiro das Trevas, Crise nas Infinitas Terras, Crise de Identidade ou Guerra Civil. Isso só pra citar algumas boas histórias em quadrinhos aonde a mudança foi fundamental para sendimentá-las como histórias inesquecíveis para os leitores.
Não é a toa que tantos criadores mais sérios como Alan Moore abandonaram as grandes editoras, como Marvel e DC, incomodados com as verdadeiras “camisas de força” que são as regras desta indústria. Sem poder levar os personagens as direções que as histórias exigem, o resultado que temos muitas vezes são páginas coloridas de algo previsível, dispensável e sem sal. A liberdade criativa ainda é o maior aliado de um artista quando pensa numa história, seja na literatura, no cinema ou mesmo nos quadrinhos.
Claro que como produto da “industria cultural”, essas peças tem um sistema de produção muito definido, e não a toa tantos estudiosos discutem se poderíamos tratá-los mesmo como arte. Para aqueles de nós que acreditam que qualquer forma de manifestação artística, mesmo quando produzida para o consumo das massas, é uma forma de arte, essa discussão é supérflua.
De fato há algumas regras a se observarem, mas nem tudo precisa ser orientado para “o mercado”. Quando Neil Gaiman criou Sandman não havia nada como aquilo sendo feito, os editores não suspeitavam que havia tamanha demanda por algo tão “literário”. Vários gibis como Cerberus, American Flagg, Maus, Preacher, Transmetropolitan, Os Invisiveis, Promethea, só pra citar os mais conhecidos, não atendem fórmulas pré-combinadas, nem estão presos a esquemas do que seria “filmável” ou não. E muitos gibis continuam sendo produzidos assim, mesmo na própria Marvel e DC, na “periferia” das grandes editoras, por assim dizer, existem revistinhas que são pensadas antes como uma boa história, e não necessariamente um bom produto. É o caso de DMZ, Escalpo, Fábulas, Y o último homem, Unwritten, Swenney Tooth, Criminal, Casanova e Future Foundation, só pra citar algumas.
São apenas boas histórias, ainda que nem sempre sejam “produtos viáveis” em outras mídias. Mas talvez por isso sejam histórias em quadrinhos que serão clássicas e sempre terão público, e não meros modismos a serem adaptados e esquecidos como acontecem com todos os blockbusters de verão.
avatar
Nano Falcão
Apagati CRTL+ALT+DEL

Mensagens : 213
Data de inscrição : 12/03/2009
Idade : 41
Localização : Penha, Santa Catarina

Ver perfil do usuário http://nanosouza.blogspot.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Kio em Qua Jul 13, 2011 12:56 pm

Sr. Porfírio
Por Rita Maria Felix da Silva


Naquela noite do último dia de janeiro, quando Zaira veio novamente visitá-lo, Amaleque Dias estava a apenas uma semana de completar cinqüenta anos. Ele a considerava supersticiosa, muito crédula e, portanto, um pouco tola, mas, por alguma razão, ainda gostava dela. Em alguns momentos, até se permitia mergulhar nas recordações do tempo em que foram namorados.
Amaleque estava na poltrona da sala, lendo o segundo volume das Enéadas, de Plotino, quando Zaira entrou. Ela trazia consigo um livro de capa acinzentada e, quando o estendeu para ele, era possível se ver uma grande mancha de tinta azul, provavelmente de caneta esferográfica, próxima ao título.
— Olha! Eu tenho uma coisa incrível para te mostrar! — disse ela.
Havia momentos em que Zaira era tediosa, ele pensou, afastou os olhos de Plotino e disse, com certo desdém:
— “Anotações sobre Vegetarianismo”, de Saul Hagag? Desculpe, mas tenho esse livro. Não é novidade para mim.
— Tá! Você é precipitado, Amaleque. Não é isso, é algo extraordinário, acredite.
— Zaira, estou um pouco ocupado, como pode ver, mas a educação me obriga a deixar que você me mostre, seja lá o que for, apenas não me tome muito tempo, está bem?
Ela animou-se e recolheu o livro para si. Havia algo de criança que sobrevivera naquela mulher de quase quarenta anos, pensou Amaleque, alguma inocência que atraía a atenção, que ainda o atraía:
— Bem, esse livro aqui foi de um tal Sr. Manoel Porfírio, um velhinho aposentado, que vivia sozinho, sem família, numa casinha antiga, lá no bairro em que moro. Era querido por todos, só que meio recluso. Cometeu suicídio semana passada. Perto do corpo, encontraram o copo em que ele tomou veneno. O Sr. Porfírio não tinha herdeiros, aí os vizinhos pegaram o que puderam. Não olhe para mim com essa cara: eu não participei disso. Mas uma vizinha minha, do tipo obcecada com dietas, achou esse livro, estava me mostrando, quando descobri uma coisa incrível nele. Sem que eu contasse a ela o que foi, eu a convenci a me emprestar, li e reli o que achei, e vim correndo te dizer.
— E o que foi? Alguma mensagem codificada? Uma teoria revolucionária da conspiração? Num livro de Hagag? Ora, por favor, tenha paciência…
— Olha, essa sua mania de bancar o cético me ataca os nervos, sabia?
— Não é mania, eu sou cético e racional, duas coisas que recomendo para todos.
— Será que não acredita em nada?
— Em mim mesmo… Na maioria das vezes… Desculpe. Estou sendo tão indelicado, é que um dos poucos prazeres de minha vida é ver você irritada assim. Bem, mostre-me o que te pareceu tão importante.
Ela sorriu e Amaleque lembrou da primeira vez que a viu sorrindo, naquele dia agora distante quando ambos se conheceram.
— Achei aqui dentro uma carta manuscrita do Sr. Porfírio, eu li e… Acredite, acho que é a coisa mais extraordinária que já encontrei. — ela retirou do livro uma folha de papel dobrado e ofereceu-a a Amaleque — tome, veja por você mesmo, Sr. Cético.
Mais por educação que interesse, ele pegou a carta, abriu-a e estas foram as palavras que estavam lá:
“Esferas e círculos concêntricos, eternamente flutuando no vazio, como ilhas num oceano escuro e infindável… Desculpe-me. Metáforas e divagações, costumo me perder nisso.
Seja quem for que esteja lendo isto, presumo que meu plano deu certo e estou morto. Não foi muito fácil conseguir isso, não mesmo. Este corpo não se permitiria morrer de um jeito simples e precisei encontrar um veneno capaz de tanto. Apenas imagino como os médicos ficarão confusos, afinal uma toxina que não é usada desde antes da invenção da escrita não deve ser algo que eles vêm no dia-a-dia.
Como devo começar minha explicação? Tenho planejado isso há… Como é mesmo a palavra… Isso! Há séculos. (sempre me confundo com essas medidas de tempo que vocês, humanos, usam).
Bem, tudo começa com os Deuses, ao menos é assim que vocês os chamam, fazem preces, ídolos, sacrifícios e erguem templos para eles, na esperança de alcançar favores ou escapar da ira divina. Acredite, já convivi o bastante com essas criaturas a quem vocês adoram para não querer mais proximidade com eles.
Mas todos nesse universo têm suas obrigações e eu não poderia ser uma exceção. Meu trabalho começou algum tempo depois que os Deuses criaram a espécie humana. No princípio, ficaram orgulhosos de sua obra, mas logo algumas facções entre eles se preocuparam com o potencial que os humanos demonstravam: se deixados para evoluir livremente, acabariam suplantando os Deuses. Teria sido mais simples extinguir a espécie humana, mas havia tantas dessas facções e tão discordantes entre si que a idéia nunca foi aprovada e tiveram de pensar numa alternativa.
Foi então que me criaram. Entenda que, até aquele ponto, todos os seres humanos eram imortais e tinham uma vida que poderia ser classificada como paradisíaca. Então eu surgi, e a humanidade passou a conhecer as doenças, a velhice e a morte. Subjugados, humilhados e contidos por esses flagelos, os humanos jamais poderiam alcançar a grandeza que as divindades temiam.
Certamente você já deve ter entendido quem eu sou. Se não, explico melhor. Durante a História, vocês adoraram tantas divindades da morte, sem nunca saberem que nunca houve, realmente, um deus da morte. Apenas eu, a Morte. Sim, é isso que sou. Para a maioria dos habitantes deste século XXI, que se curvam a um deus único, não sou mais que um conceito, embora muito temido. Bem, lamento dizer que eu, existo e tenho percorrido esse mundo de vocês por… Milênios, creio que seja esse termo, trazendo moléstias, velhice e, por fim, extinção ou descanso eterno, como prefiram chamar.
Conforme falei, por certo tempo, convivi com aqueles que você chamam de Deuses, mas, em algum momento, as querelas deles, os exibicionismos, as explosões de ego e a busca por adoração… Tudo isso me enfastiou e decidi me mudar para a Terra. Aqui precisei assumir uma forma corpórea para poder interagir com vocês (afinal, há regras no universo, e, um deus ou um conceito fundamental, não pode viver na Terra a menos que aceite ter um corpo material).
Mas, como era de se esperar, todo esse tempo convivendo com vocês, me passando por humano, vim a entendê-los melhor, do entendimento veio o respeito e depois a afeição. E da afeição veio a culpa. Vocês, apesar de tudo, são notáveis e, se não fosse pelos deuses e por mim mesmo, poderiam ser extraordinários. No começo, meu trabalho era só um trabalho, depois me esforcei para gostar dele, até que houve um momento que eu realmente me sentia deprimido com o que estava fazendo a este mundo.
Então tomei esta decisão. Eu morro, saio de cena, deixo o tabuleiro do jogo e vocês vão estar livres para alcançarem o potencial a que sempre foram negados. Os Deuses vão ser pegos de surpresa e, até que superem suas querelas e possam tomar alguma atitude, já será tarde demais, nem mesmo conseguirão um substituto para mim, porque cuidei de sabotar essa possibilidade…
Provavelmente, irão fazerem cessar os nascimentos de humanos, mas mesmo isso não vai adiantar muita coisa.
Imagino que vai demorar talvez alguns dias para que os efeitos se apresentem, enquanto a onda de caos metafísico provocado por minha “morte” percorre o mundo e faz o universo notar que uma mudança fundamental aconteceu. Imagine, por toda a parte, as pessoas miraculosamente se curando de todas as doenças e ferimentos; velhos regredindo até se tornarem novamente e para sempre jovens; ninguém mais adoecendo, nem se ferindo… E ninguém mais morrendo, não mesmo, nunca mais. Será maravilhoso.
Não sei realmente porque escrevi esta carta. Vocês têm algo chamado testamento, em que expressam seus últimos desejos. Bem, este é meu último desejo, é o que deixo para este mundo. Talvez eu tenha me tornado mais parecido com vocês do que imaginei e tivesse a necessidade de contar a alguém, talvez eu esteja apenas com medo do que vou ter de fazer. Seria algo bem humano, não é?
Ass.: Sr. Manoel Porfírio”
Quando terminou de ler a carta, Amaleque Dias ficou em silêncio, pensativo por alguns instantes, até que a voz de Zaira interrompeu sua reflexão:
— Então, não é extraordinário?
— Não, — respondeu Amaleque devolvendo o texto para Zaira — quando muito isto aqui é o delírio de algum louco ou o esforço lamentável de um escritor de ficção barata. Provavelmente, as duas coisas.
— Eu não te entendo, Amaleque! Você acaba de ler a revelação mais incrível que se possa imaginar e fica duvidando?
— Zaira, eu não sou feito você: o mundo real me basta, não preciso ficar procurando fantasias para continuar vivendo. Sei que veio aqui me mostrar isso procurando minha aprovação, mas entenda: eu não tenho porque perder tempo com… ilusões, como você faz. Se me permite um conselho: cresça.
Zaira conteve um palavrão que ameaçava escapar de sua garganta e apenas disse:
— Você é uma pessoa seca, Amaleque, sem sonhos, sem nada. Não está vivo de verdade, é só uma casca vazia esperando para morrer. Eu nem sei, nem sei mesmo como é que já te amei uma vez na vida!
Ele deu as costas e, levando consigo a carta e o livro, saiu sem dizer mais nada. Por um instante, Amaleque considerou que também era recluso, talvez tanto quanto o dito Sr. Porfírio, e que um dia Zaira finalmente se cansaria dele e pararia de visitá-lo… Não. Ela voltaria, sempre voltava… Por um momento, lembrou-se quando Zaira fora sua esposa. Tempos felizes… Às vezes, ele não conseguia acreditaram que haviam acabado. Reprimiu uma lágrima que ameaçava cair do olho direito. Chorar não convinha a alguém tão racional quanto ele.
De qualquer modo, embora não tivesse admitido, aquela carta mexera com ele. Amaleque não voltou àleitura de Plotino, ao invés disso, tirou de uma gaveta, num pequeno móvel próximo da poltrona, um outro papel, esse, porém, mais sombrio. O resultado do exame. Recordou as palavras do médico… “Não resta a você muito tempo, eu lamento”.
Ele guardou o exame e foi se deitar. Sentia-se deprimido. Por curiosidade, imaginou qual seria a última coisa que diria a Zaira antes de morrer. Que ainda a amava… Não, isso seria piegas demais. Ela o fazia tornar-se desnecessariamente sentimental. Isso nunca mudara. Desejou poder dormir para sempre e adormeceu.
Na verdade, embora não soubesse, seu desejo seria satisfeito, pois ele morreria antes do nascer do sol, apenas alguns minutos antes do início do que a humanidade viria a chamar de “A Grande Mudança”, o momento a partir do qual o desejo derradeiro do Sr. Porfírio foi realizado. Na verdade, para todos os efeitos e registros, Amaleque Dias foi à última pessoa a morrer neste mundo.
FIM
Dedicado a Luis D’Arte

avatar
Kio
Editor aposentado
Editor aposentado

Mensagens : 1599
Data de inscrição : 29/12/2008
Idade : 45

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Kio em Qua Jul 13, 2011 1:01 pm

Vicent & Van Gogh, de Gradimir Smuja

Atenção, diagramador: autor mandou imagens, dá um toque que envio. (Kio)


Van Gogh é uma farsante! Sua produção artística é uma fraude escondida a sete chaves! Por trás da figura de gênio perturbado, existia um homem fragilizado e sem aptidão alguma para o sucesso na pintura. Porém, como Van Gogh conseguiu que seu nome entrasse pra história? A resposta é bem simples: Vicent, o gato. Isto mesmo um gato. E não é um felino comum, mas sim, um que fala, é bípede e extremamente inteligente. Entre suas habilidades temos um grande mulherengo, um incorrigível boêmio, genioso, temperamental e claro um excelente pintor.


Em viagem a Provence, sudoeste da França, em busca de novos ares, depois de uma trajetória frustrante, o dublê de pintor não encontra a inspiração que tanto procurava e seus dias são muitas vezes dedicados a olhar o horizonte da janela de seu quarto. Mas tudo muda quando em certa noite, ao caminhar por ruas mal-afamadas, ele intervem em uma briga de rua, em que muitos estavam dispostos a acabar de vez com a vida do bichano. Van Gogh salva a pobre vítima de tamanho ato brutal. Como gesto de boa fé, leva o quase moribundo pra casa para lhe prestar os socorros. Lá aquela pequena criatura, em um gesto de gratidão, ao ver uma tela em branco faz em poucos instantes, quase de forma sobrenatural, um obra maravilhosa, nada mais nada menos que ‘Os girassóis’ , uma das obras mais famosas do artista holandês. O aspirante a pintor fica de queixo caído e vê naquele pequeno prodígio felino uma grande possibilidade de mudar seu destino desprestigioso.



Vicent & Van Gogh, do pintor, desenhista e cartunista iugoslavo Gradimir Smuja, é de longe uma obra de encher os olhos. Sua arte cai como uma luva na narrativa em que recria o cenário expressionista repleto de grandes mestres como Monet, Degas e Gauguin, os quais também são figuras presentes na trama. Cada quadro da HQ não é apenas um quadro, mas uma pequena pintura e de um realismo incrível. Longe de ser apenas um trabalho visual, Gradimir Smuja realizou uma intensa pesquisa para dar vida à história, portanto pode esperar riqueza em detalhes históricos, porém o grande mérito é a harmonia entre a ficção e o real que faz com que a leitura seja de um fôlego só.


Vincent & Van Gogh, de Gradimir Smuja
Título original: Vincent et Van gogh
Publicado pela Jorge Zahar Editor em 2004
Brochura com capa flexível, 21x28cm
72 páginas coloridas
R$ 50,00

Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br
Twitter: @Comic_House
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)

Comic House quadrinhos que não estão no gibi



Manassés Filho é administrador da Comic House, gerencia redes sociais e produz eventos. Leitor de quadrinhos, devorador de livros, apaixonado pela sétima arte e que ao descobrir as séries de tv virou prisioneiro delas.

--
Manassés Filho
Diretor da Comic House
www.comichouse.blog.br
www.twitter.com/Comic_House


Última edição por Kio em Qua Jul 13, 2011 1:07 pm, editado 1 vez(es)
avatar
Kio
Editor aposentado
Editor aposentado

Mensagens : 1599
Data de inscrição : 29/12/2008
Idade : 45

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Kio em Qua Jul 13, 2011 1:04 pm

Mais um direto do forno:

Prepare-se, fiel leitor, para a mais ideal aventura já narrada!

Giorgio Vasari apresenta:
A Liga dos Super-Heróis Renascentistas

Uma luxuosa carruagem parou diante da entrada do palácio de Florença sob as estrelas do céu noturno, e dela desembarcou um musculoso homem de expressões indomáveis. Ele caminhou até o grande portão, onde foi detido pelos guardas.
— Deixai-me passar, ou vos esmagarei! — bradou para as sentinelas, cujas armaduras tilintavam ao tremer de seus joelhos intimidados à poderosa fúria do homem que os encarava de cima — Abri o portão, pois o Senhor de’ Medici me convocou, e uma terrível sina aguarda aquele que se colocar entre o caminho de Michelangelo!
Rapidamente um diplomata a serviço do palácio chegou ao local e, após se desculpar, conduziu o Poderoso Michelangelo até uma câmara interna. Após adentrar, Michelangelo se viu diante de um grupo seleto que confabulava ao redor de uma mesa composto de Fillipo Brunellesco, Donatello e o jovem Rafael Sanzio. Próximo à cabeceira, como um cão de guarda, estava em pé um homem trajando um longo manto e com a cabeça coberta por um capuz que lhe ocultava a face. Ao lado desse homem misterioso, o assento principal era ocupado por Leonardo da Vinci.
— Ah, és tu! — gritou Michelangelo aproximando-se do conselho — Por que convocas Michelangelo? Fala antes que arranque tua cabeça, pois sou um homem ocupado e não tenho tempo a perder!
Leonardo olhou o imenso e furioso homem com indiferença — Sempre o mesmo selvagem. Não sabe quando deixar a força bruta de lado e valer-se do intelecto. Mas o que esperar de um homem que desperdiça seu tempo festejando na imundice de suor e poeira de mármore?
Michelangelo avançou possesso, mas Rafael Sanzio se colocou entre os dois o detendo — Santos conflitos desnecessários! Michelangelo, Leonardo, vós sois a inspiração deste grupo. Foram vós que me destes o exemplo e me fizestes querer ser um herói. Este é o momento de encerrarmos nossas diferenças e nos unir por uma causa maior.
O poderoso herói conteve sua cólera e desviou o olhar de seu desafeto. Mas, ao mover a cabeça, por um instante pôde vislumbrar os olhos imersos nas sombras do homem de capuz, e neles viu algo indizível que o desconcertou e o fez esquecer completamente as desavenças.
— Cavalheiros — disse Leonardo ao se levantar e caminhar até um tríptico fechado ao fundo da sala com a face externa coberta pela pintura da cena da crucificação de Jesus — vós fostes reunidos aqui por uma delicada situação em que todos nos encontramos neste momento. Há cinco dias, um vil espião furtou da sala do tesouro de Sua Santidade um item de extremo valor — e apontou para o ramo de ervas que circundava a cabeça da figura central na pintura — um espinho da coroa de Nosso Senhor adquirido durante as Cruzadas. Como todos sabem, tal artefato possui um poder que, em mãos erradas, pode provocar conseqüências terríveis. O serviço de inteligência do Palazzo della Signoria rastreou o espião e localizou o item. — explicou enquanto abria o tríptico exibindo o mapa da Europa que decorava seu interior e indicando uma região ao norte do mundo civilizado — Nossa missão é ir até a Floresta de Germa, recuperar o espinho e capturar o responsável por trás dessa trama.
— Sacro Império. — corrigiu Michelangelo.
— Como?
— Esse lugar que estás indicando é o Sacro Império.
Donatello se manifestou — Não é a Neerlândia?
— Eu poderia jurar que é Flandres. — acrescentou Brunellesco.
— Santos equívocos cartográficos! — exclamou Rafael — Eu ouvi algo sobre essa região ser chamada de Prússia.
— Tanto faz. — esclareceu Leonardo — O Norte é todo igual: uma região fria habitada por bárbaros armados com machados que vivem entre as árvores e praticam bruxarias em nome de um deus pagão caolho.
Quanto a essa afirmação, todos acordaram de maneira unânime, e os preparativos para a jornada foram tomados.
Leonardo distribuiu vestimentas especiais a todos e alertou — Este tecido foi desenvolvido por mim a partir de pêlo de carneiro. Jamais o dispais enquanto estiverdes no Norte, pois ele será vossa única proteção contra o frio, e, como sabeis, contra a perda total da razão e fomentação da selvageria que ele provoca.
Donatello recusou o traje — Bah! Eu não preciso disso. Graças a longas jornadas de escavações, meu corpo adquiriu resistência sobre-humana que me imunizará a tais malefícios!
Uma vez preparados, o grupo se dirigiu a um pátio aberto anexo ao palácio, onde uma complexa máquina os aguardava.
— Santas engenhosidades! — exclamou Rafael — O que é esse dispositivo que nos aguarda?
— Um de meus inventos. — contou Leonardo — Vamos, cada um de vós deveis tomar um dos assentos e mover os pedais com toda vossa disposição.
A máquina foi ocupada por Leonardo, Michelangelo, Rafael, Brunellesco, Donatello e o homem misterioso e, conforme deslocavam suas correias e eixos com o movimento de seus pés, um grande mastro vertical pôs-se a rotar, e, com ele, o tecido que o circundava formando uma helicoidal. Também se moviam uma série de asas, projetadas com forma similar às de um morcego, ascendendo e descendendo alternadamente. Logo, o engenho ganhava os céus e partia rumo ao perigoso Norte.
Algumas horas depois, os seis homens ocultavam seu veículo em uma escura floresta gelada e iniciavam sua marcha, que só se deteve quando alcançaram uma sinistra construção. O prédio era muito alto compondo-se de linhas verticais que pareciam querer tocar o céu. Suas paredes estavam repletas de imensas janelas, e, acima do portão principal, havia um grande orifício circular vedado por muitos pequenos pedaços de vidro colorido.
— Que blasfêmia é essa?! Que horror! — Brunellesco deixou escapar em lástima ao virar o rosto enojado diante de uma forma tão medonha que jamais imaginara que as pedras criadas por Deus pudessem assumir — Não há domo! Nem ao menos algumas colunas dóricas!
Era difícil distinguir se a expressão no rosto de Michelangelo refletia ira ou desapontamento — E as paredes… Nenhum afresco há nelas.
— E é tão frágil que fora necessário rodear suas paredes externas com arcos de sustentação! — acrescentou Donatello.
— Calma, meus colegas. Evitemos pensar em tal abominação e concentremos em nossa missão. — acalmou-os Leonardo — Não podemos entrar pelo portão principal sem sermos detectados. Melhor passarmos através da muralha lateral.
— Santos apuros! — questionou Rafael — Como passaremos pelo muro?
— Deixai que eu resolva isso, amigos! — exibiu-se Donatello ao erguer sua pá.
Menos de uma hora depois, Donatello havia escavado um túnel sob a muralha e não apresentava sinal algum de fadiga. Os seis heróis agora adentravam a fortaleza inimiga.
— Lá! — apontou Leonardo em direção a uma torre — É ali que se encontra a relíquia que procuramos. Se uma corda for pendida naquele pequeno orifício no alto, eu posso nos erguer até lá.
— Santas verticalidades extremas! De que forma a corda chegará até lá? — perguntou Rafael.
— É simples. — disse Brunellesco assumindo a dianteira. Desenrolou uma folha de papel que trazia em um dos bolsos e, empunhando seu material de desenho, tratou de riscá-la. Em átimos, concluiu um esboço impecável da torre, cuja perspectiva era tão bem trabalhada que, lado a lado, verdadeira e desenho, difícil era identificar qual era qual.
Então Donatello e o homem misterioso ergueram o papel diante de Brunellesco, cada um segurando uma de suas extremidades, e o esboço pareceu desaparecer ao se encaixar perfeitamente à paisagem. Brunellesco então, munido de seu arco, retesou uma flecha e tocou a ponta da seta na folha exatamente onde o orifício indicado por Leonardo se localizava.
Ao ser liberada, a flecha atravessou o papel e subiu se incrustando exatamente na fenda na parede da torre e conduzindo até o alto a corda fixada à sua parte traseira.
De seu cinto, Leonardo retirou seis pequenos sistemas de roldanas que, após serem distribuídos entre a equipe, os conduziu sem esforço até o cume do castelo. Uma vez lá em cima, o grupo entrou pela enorme janela e se viu diante de um corredor. Logo à frente estavam as portas de um salão.
— Está lá dentro. — afirmou Leonardo.
Donatello avançou com a intenção de abrir as portas, mas acabou frustrado — Há um enorme cadeado aqui.
— Eu posso abri-lo, mas precisarei de tempo. — disse Leonardo procurando por algum apetrecho em seu cinto.
Michelangelo avançou — Afastai-vos! Nada pode deter o Poderoso Michelangelo! — e esmagou a tranca com seus incomparáveis músculos.
Leonardo pensou em censurar seu aliado por mais uma vez preferir a brutalidade ao invés do intelecto, mas concluir a sua missão era mais importante do que doutrinar um tolo incapaz de aprender.
Passando pelo portão, os seis heróis alcançaram uma grotesca sala do trono desabitada, cujo teto fora removido, e o céu azul podia ser vislumbrado de seu interior. Bem no centro do salão estava uma gigantesca máquina que tinha como componente principal um monumental cilindro vertical apoiado por incontáveis arcos. Era tão hediondo quanto a arquitetura daquele enojante edifício, se é que aquilo podia ser chamado de arquitetura.
— Isso é o que estou pensando? — Brunellesco se dirigiu a Leonardo.
— Sim. É o maior canhão já construído. Apenas um homem poderia conceber tal abominação. A maior mente maligna de todo o Norte.
— Sim, Leonardo! Mas erraste em uma coisa — falou o homem que saiu de trás do trono com uma pele e olhos tão claros que provocavam náuseas a quem o observasse — Não apenas a maior mente do Norte, mas de toda a Europa pertence a Albrecht Dürer!
Antes que pudessem reagir, o bárbaro maligno acionou uma alavanca, e uma grande jaula desceu do alto prendendo os seis heróis.
O selvagem os observava com uma satisfação possível apenas àqueles que abandonaram a razão e se entregaram à selvageria e bestialidade — Não adianta tentares escapar. Essas grades foram criadas usando técnicas de ourivesaria tão superiores que nem mesmo teus dispositivos ou a força de Michelangelo podem superar.
— Cão selvagem do Norte! O que pretendes?! — berrou Michelangelo.
O bárbaro se mostrou ainda mais satisfeito — Bruto imbecil. Ainda não percebeste? Eu roubei a relíquia sagrada, pois ela é uma enorme fonte de poder. Com essa força, energizarei meu canhão que disparará rumo ao céu uma bala forjada com o ouro retirado da estátua de Zeus de Olímpia de Fídias. O projétil ascenderá até o firmamento, trespassando as nove esferas de cristal e atingindo o Mundo das Idéias, obliterando completamente o Logus. Como toda a arte concebida na Península Itálica é inspirada pela beleza e perfeição do Mundo das Idéias, ela deixará de existir. Uma vez que a arte bárbara do Norte não segue qualquer regra, deseja apenas a feiúra, invoca a imperfeição mundana e glorifica nada além do caos, ela permanecerá intacta e dominará o espírito de todos os homens da Europa incitando-os à selvageria e a barbárie.
Leonardo parecia calmo — Dürer, não percebes que, se destruíres as nove esferas de cristal, todos os astros do cosmo que orbitam ao redor da Terra despencarão esmagando completamente este mundo?
Replicou o bárbaro — Esse é um custo aceitável, tamanho é o desprezo que o Norte sente pela Ordem que abençoa apenas os italianos na sua condição de únicos e verdadeiros herdeiros do Império Romano e de toda a sabedoria dos clássicos.
— Então vejo que não tenho alternativa. — Leonardo desviou os olhos na direção de seu companheiro incógnito — Chegou a tua vez de agir, velho amigo.
O manto foi lançado ao chão, e, a exceção de Leonardo, os demais homens dentro da jaula jogaram seus corpos contra a grade como que desesperados para afastarem-se de seu companheiro até então misterioso.
Até um selvagem pode temer quando encontra algo mais monstruoso que ele próprio, e foi isso que o bárbaro sentiu ao recuar alguns passos — Este homem… P… Paolo Uccello!!! Ele pinta campos com a cor azul, cidades com a cor vermelha e prédios com cores variadas de acordo com sua vontade! É completamente louco! Leonardo, percebes que libertaste uma insanidade que está além de teu controle?! Acabas de provocar o fim de todos aqui, inclusive o teu!
A alegria no sorriso de Uccello era incoerente à demência que habitava seus olhos — Vinde a mim, meus amigos! Vinde a mim, meu exército de bestas!
Ao clamor, os vidros coloridos que cobriam as grandes janelas estouraram à passagem de uma macabra matilha composta de cães, lobos, chacais e raposas, liderada por uma hiena, com uma cicatriz que cruzava seu olho direito vazado, acompanhada de uma grande serpente enroscada em seu pescoço. Súbito, uma das paredes do salão caiu diante da impassível marcha de um elefante africano, e um grande bando de beija-flores azuis desceu pelo orifício no teto carregando com seus delicados pés um tigre de pelagem branca que parecia levitar entre a nuvem azul composta de pássaros.
Leonardo triunfou — Estás acabado, Dürer. Devolve a relíquia e te entrega, e talvez eu possa deter Paolo.
— A Fortuna ainda não escolheu o vencedor. Acaso acreditaste que eu estaria despreparado? — declarou o bárbaro em tom de superioridade ao erguer do manto que trajava um esverdeado pedaço de laticínio.
— NÃO!!! Queijo, a única coisa que pode me destruir!!! — berrou Uccello antes de cair de joelhos comprimindo a cabeça com as mãos como se quisesse deter um antigo e perigoso mal ali aprisionado há eras, enquanto as feras que invocara desapareciam no ar como se não tivessem passado de um sonho.

Albrecht Dürer, o gênio maligno do Norte, subjugou Paollo Uccello, o mais insano e poderoso de todos os heróis. Poderão Leonardo, Michelangelo e seus companheiros impedir o disparo da arma projetada para destruir o Logus e lançar as trevas da barbárie nórdica sobre toda a Criação? Caro renascenauta, não perca a próxima aventura de A LIGA DOS SUPER-HERÓIS RENASCENTISTAS!
avatar
Kio
Editor aposentado
Editor aposentado

Mensagens : 1599
Data de inscrição : 29/12/2008
Idade : 45

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Nano Falcão em Qua Jul 13, 2011 8:56 pm

Aqui não é lugar para esses elogios, mas que fique registrado como eu odeio o Hiro. Laughing O que eu não daria pra ter pensado nisso antes!!!! cyclops Maravilhoso o texto colega! Smile
avatar
Nano Falcão
Apagati CRTL+ALT+DEL

Mensagens : 213
Data de inscrição : 12/03/2009
Idade : 41
Localização : Penha, Santa Catarina

Ver perfil do usuário http://nanosouza.blogspot.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Hiro em Qua Jul 13, 2011 10:43 pm

Valeu, Nano. Saiba que o rancor e ressentimento é recíproco.
avatar
Hiro
Vice-Subencarregado do Almoxerifado nº 3 Jr.
Vice-Subencarregado do Almoxerifado nº 3 Jr.

Mensagens : 135
Data de inscrição : 13/01/2009
Idade : 33
Localização : Porto Alegre

Ver perfil do usuário http://reinoparlamentardanacao.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por snuckbinks em Qui Jul 14, 2011 9:25 am

Red Baron Blues Bar - 2 páginas

Gillian Welch e Dave Rawlings Machine
Canções sobre os órfãos e dependentes de morfina

Gill e Dave conheceu no Berklee College of Music, enquanto Gillian estudava composição, Dave estudava guitarra, acabaram por se reunir para uma audição em uma banda country. Acabaram mudando para Nashville, que é onde a maioria do seu trabalho em foi produzido. Assim, passaram a influenciar e inspirar gerações de cantores country e folk, compositores e atores. Conquistaram a admiração de muitas das vozes mais elogiadas e queridas do meio Americano. Entre os que gravaram suas músicas aparecem nomes como Willie Nelson, Emmylou Harris, e Solomon Burke. Gill e Dave fazem um trabalho que está profundamente enraizado nesse meio, retratando na música um único tema, o sul-americano.

O registro, no entanto, - diz Gillian - tem pouco do sul doce e ensolarado, na verdade, há uma palidez real e escura, a linguagem nas canções parece lembrar os bosques sombrios do Tennessee, muito mais do que qualquer coisa que a dupla tem feito nos últimos anos.

Embora tenham saido de Nashville por um tempo, para fugir do peso do estúdio e da gravadora, os pensamentos sempre se voltam para lá com uma novidade e clareza tamanha, que não se compara ao mesmo entusiasmo que tinham quando chegaram lá há quase 20 anos atrás.

O Harrow & The Harvest, novo álbum Gill e Dave é o produto de duas pessoas que se tornaram tão entrelaçados um no outro que a música registada neste disco parece originar de uma única voz. É o som de duas pessoas em uma sala, tocando um para o outro, é o som de duas vozes combinadas em um só.

Fogem da nostalgia barata e entregam um disco rico nos detalhes e uma visão única de americanos excêntricos que não passam de andarilhos carregando o peso da culpa nesse mundo de Deus. Welch não escreve canções de amor e tão pouco deseja guiar ovelhas tosquiadas; ela prefere escrever canções sobre coisas mais difíceis e que poucos gostam de cantar.

O disco que fizeram, é um som novo do Sul, com o tipo de canções que você não ficaria surpreso em ouvir, é o tipo de canções que você esperaria ser cantada para acalmar bebês inquietos, canções com o humor irónico da varanda dos fundos.

Gill e Dave, chegaram a um lugar em sua música, onde parece ser impossível distinguir o que é um e o que é o outro, não dá pra desvendar qual palavra que um escreveu, e qual linha vem do sentimento de Gillian.

É uma carta de amor para uma vida menos digital

"O jeito que você fez. Essa é a maneira como ele será."


Dan Auerbach
Dan Auerbach, é vocalista e guitarrista do Black Keys, vem de uma família de músicos, além de saber muito bem como escrever e contextualizar uma música, aproveitou o tempo livre, e decidiu tirar algumas coisas da gaveta e juntá-las em um só lugar, o resultado foi o álbum solo 'Keep It Hid', de 2009, produzido no estúdio que ele tem em sua própria casa.

O Álbum é extremamente recomendável, é sobre o amor pela música, pois o pai compôs, o tio tocou guitarra e os amigos juntaram-se à sua volta.

No álbum encontramos um rock'n'roll voraz e um blues assombrado, algo além do rock britânico sessentista, o blues do delta e o garage rock.

O disco mostra que ele conhece profunda e intuitivamente a história que reconstrói em canção.

Em um trecho da entrevista à Ipsilon, Auerbach comentou:

"- Há alguns anos, viajei duas, três, quatro vezes até ao Mississipi para conhecer aquele que considerava uma das minhas grandes influências, o bluesman Junior Kimbrough. Uma vez cheguei atrasado - o músico estava a tocando em outra cidade. Outras, tive o azar de Kimbrough estar doente e cancelar as suas apresentações. Na última tentativa, cheguei tarde demais, o bluesman havia morrido"

Essa história poderia muito bem ser uma de suas canções, pedaços sem grande espaço por onde a luz entra. Desdém e paranóia, contos tétricos ou malvadezas amorosas.

Isso é o que ouvimos nas canções de Auerbach, e não é fingimento ele é assim. Não confia em pessoas felizes. São uma maldição.

É um músico à moda antiga, desconfiado das certezas inabaláveis de uma certa modernidade da música popular urbana, baixa as guardas quando se discutem as bandas que aprecia, como Creedence Clearwater Revival, aos Wu Tang Clan que, no que diz respeito ao ambiente sonoro, era tudo aquilo que os Black Keys ambicionavam ser quando começaram.

Para Ouvir:
:: Whispered Words
:: My Last Mistake
:: Street Walkin'
:: Trouble Weighs A Ton

_________________

avatar
snuckbinks
Apagati CRTL+ALT+DEL

Mensagens : 744
Data de inscrição : 17/12/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Rafael Oliveira em Ter Jul 26, 2011 1:09 am

Aulas de Roteiro – Parte III

8 – A prática
Quer ser um excelente roteirista? Para isto não adianta somente ler inúmeros textos sobre roteiros (seja ela do Alan Moore, Grant Morrison ou outro), muito menos todas aquelas dicas que mencionei nas aulas anteriores, como o estudo de várias filosofias clássicas e contemporâneas, religiões, literaturas e artes... Com toda essa bagagem somado ao estudo das várias obras em quadrinhos existentes garanto a você que serás um dos melhores teóricos dos quadrinhos. Vai ter conhecimento de sobra, conhecerá todas as técnicas de produção, a documentação histórica das “eras” dos quadrinhos (ouro, prata, bronze...) e uma infinidade de informações que, me desculpem, mas um fanático por algum personagem das Hqs consegue com um mínimo de esforço e dedicação na busca de informações pela internet e alguns livros caça-níqueis. O que te fará um roteirista é a prática, o exercício por vezes exaustivo nessa arte de roteirizar. Aplique toda aquela informação obtida nos livros, seja lá o que eles digam. Eles servem para te formar uma opinião, um caminho e agora você precisar seguir com ele. E a única forma é praticando. Obviamente que no início vai sair muita porcaria, isso é normal. E acredite, até mesmo os gênios passaram por essa fase. Machado de Assis, considerado um dos maiores escritores brasileiros foi e ainda é duramente criticado por suas primeiras obras, pois ele só foi amadurecer após anos e anós de prática. Carregue o seguinte ditado com você, “a prática leva a perfeição”. Pode parecer chavão, mas o importante é acreditar e fazer a coisa acontecer.

9 – Paciência e persistência...
No tópico anterior falei um pouco da prática. Agora entra um questão importante: a sua paciência e persistência. Uma dica importante que posso dar a vocês porque já passei por tal situação. Todos os roteiristas e até mesmo os escritores de forma em geral possuem sua preferência de assunto, certo? Stephen King é um especialista em livros de terror ou por vezes de cunho voltado para o sobrenatural (À espera de um milagre), José de Alencar foi um dos grandes escritores da escola romântica focando naquele velho e conhecido foco dos românticos que a tia Carmelita do ensino fundamental nos explicou, lembra? Nacionalismo, amor à natureza, blá, blá, blá... Quer mais exemplos? Conhece algo que Isaac Asimov fez que não envolvesse robôs e demais tecnologias? Provavelmente deve existir, mas ele se especializou no subgênero da Ficção Científica, o cyberpunk. E isso acontece com todos, não somente em literatura, mas quer prova maior do que as inúmeras especializações dos médicos. Há médico para cada parte do nosso corpo. Isso porque cada um tem sua preferência dentro da sua área de atuação. Você deve ter a sua, assim como eu tenho a minha, mas e se você, por exemplo, adorar escrever dramas, mas o desenhista que você encontra quer alguém para fazer uma HQ com muita ação e pancadaria, bem ao estilo Jet Li de ser? Você recusa, certo? Errado! Você aceita, pesquisa, busca livros sobre artes marciais, vê filmes de ação, enfim... Oportunidades são únicas e não é hora de ficar selecionando. Um dia você terá tantas opções que poderá escolher, mas hoje duas, três, quatro opções são pouco e quantos mais trabalhos e mais diversificados forem, melhor! Tenha paciência, atenda as exigências do seu desenhista e busque mais desafios. Só assim você verá se é ou não um bom roteirista. Todos esses especialista que citei acima com certeza enfrentaram os mais diversos desafios. Não duvido nada que José de Alencar devia ter no caderninho dele alguma história mágica com fadas ou coisa do tipo. Eles aceitaram as oportunidades e persistiram até chegar a um nível que eles pudessem trabalhar de acordo com suas preferências. E quem sabe no meio do caminho você não descobre uma coisa nova e acaba rumando por esse lado? Tem gente que odiava matemática até conhecê-la melhor. Já vi muitos casos de engenheiros que depois que conheceram a ciência da matemática estão aonde estão.

Na próxima edição, as considerações finais e os respectivos agradecimentos (sim, eu li os e-mails e mensagens e guardei todos eles para a parte final – IV)
Por Rafael Camargo de Oliveira

Rafael Oliveira
Apagatti Meia-lua+X+O+O

Mensagens : 63
Data de inscrição : 15/01/2010

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Rafael Oliveira em Ter Jul 26, 2011 1:50 am

Bar do Stark
Há um ano atrás o bilionário Tony Stark, após sua recuperação no A.A (Alcoólicos Anônimos) descobriu que o mercado de bebidas é muito lucrativo e que pode render mais dinheiro e menos custos que o mercado bélico. Ele passa a investir nesta nova empreitada, do qual o próprio Stark já foi cliente. Junto de outro grande homem de visão, Lex Luthor, ele abre um bar. No estabelecimento só seria permitida a entrada de heróis, pois o acesso ao local por outras pessoas comprometeria suas identidades.
Para comemorar um ano de existência de seu bar, Tony Stark e Lex Luthor decidiram implantar um cybercafé no estabelecimento e convocou alguns membros da revista virtual FARRAZINE para um coquetel de comemoração.

(Na portaria, o tranquilo e intelectual Hulk recepciona os convidados do FARRAZINE)

Hulk: Hulk quer saber nomes pra olha lista!
SnuckBinks: SnuckBinks!
Kio: Sou Kio, muito prazer Sr. Hulk.
Rodrigo: Meu nome é Rodrigo! Belo terno.
Hulk: Mim odeia terno! ODEIA! ODEIA!
Kio: Vamos entrar, corram!
SnuckBinks e Rodrigo: Sim!

(Entram os convidados)

Hulk: HULK ESMAGA!!! (Um forte tremor balança as mesas e quase derruba os copos, mas o Sr. Fantástico e o Professor Xavier deram uma forcinha pra não estragar a festa)

Stark: QUE DROGA! Cadê o batman!? Preciso que mande esse maluco pro Arkham.
Lex: Ele não vem...
Stark: Por quê?
Lex: Tá no PC.
Stark. Como assim, no pc?
Lex: é uai, olha aqui (vira a tela do pc pro Stark)
Stark: Que diabos é isso?
Lex: Pô meu, tu anda desinformado. Esse é o FARRAZINE! Sensação do momento. Geral tá acompanhando as revistas deles.
Stark: Que coisa de louco!
Lex: é sim, até o coringa tá lendo. Pira?
Stark: Aff. Esses caras não são nada. Sou muito mais ler o blog do Paulo Coelho. Esse sim escreve coisas boas todos os dias.
Lex: Claro, e assistir big brother!
Stark: Tu curte também?
Lex: Claro que não. Olha aí, eles tão vindo.
Stark: Quem são esses dois indivíduos?
Lex: Os caras que não são nada...
Kio: E aí pessoal!
SnuckBinks: Que lugar legal esse!
Lex: Opa, sejam bem vindos. Ué, vocês não vinham em três?
Kio: Sim. O Rodrigo tá ali xavecando a Mulher-Maravilha, ele tá ali cantando aquela música dela pra ver se ela curte.
Stark: Não!
Lex: Não!
Snuckbinks: O que foi galera?
Stark: Ela odeia essa música.
Kio: Humm...
(Rodrigo! Passa voando e despenca em algumas mesas no fim do enorme salão)
Lex: Relaxa, ele vai ficar bem. Agorinha ele acorda.
Stark: Então... O Lex estava me falando de um tal de FARRAZINE!
Kio: Isso, viemos aqui a convite do Lex divulgar nosso trabalho e também prestigiar a festança, beber uns vinhos e tal...
Lex: Opa, tô pegando já. É por conta da casa!
SnuckBinks: Tem coca zero?
Stark: Tem sim, tá na mão. Mas me falem um pouco desse negócio de vocês.
Kio: Saiu a pouco tempo o novo site. É o www.farrazine.blogspot.com. Temos ainda o twitter...
Lex: Esse eu sei, sigo vocês! @farrazine. E tem o facebook também.
Kio: Exato. Agora o site está integrado a nossas redes sociais. Só o pessoal clicar.
SnuckBinks: Sim, e essa nossa conversa sairá lá.
Lex: Sério!? Se tivessem falado eu tinha colocado a peruca nova que comprei. Cabelão estilo, viu. Vocês iam curtir.
SnuckBinks: Estilo!? Saquei. Estilo Dave Grohl?
Kio: Ou quem sabe Chi Cheung?
Stark: Não, a peruca dele é estilo o cabelo da Xuxa mesmo.
Lex: EI! Como ousa?
Stark: O quê?
Lex: A contar. Era surpresa!

(Risos de SnuckBinks e Kio)

Lex: Mas eu tenho uma raridade pra vocês colocarem no farra!
SnuckBinks: Do que se trata?
Kio: Fala, fala!
Lex: Então... Lembram do Batman Ano Um?
Kio: Claro!
SnuckBinks: Sucesso até hoje...
Lex: Pois é! Tenho um videozinho da mulher-gato, huhuhu...
Kio e Snuckbinks: hã?
Lex: é pô. Ela no seu horário de trabalho, entendem...
Kio: Nossa!
SnuckBinks: meu deus!
Stark: Mostra logo rapaz...

(Estava tudo pronto para festa começar e os convidados juntos de Lex e Stark se divertiam vendo um video da Mulher-Gato, mas chegam duas convidadas inesperadas. Quem seria? E por que todos ficaram tão assustados?
Continua dentro de alguns dias no http://extremezine.thecenturions.net/category/bar-do-stark/)

Por Rafael Camargo de Oliveira

Fiz uma brincadeirinha aí com alguns membros do farra e a intenção é fazer com os demais nas próximas edições e aproveitei pra divulgar alguns links. Se tiverem mais podem adicionar no texto a vontade. Espero que tenham gostado da brincadeira, hehehe.

=D

Rafael Oliveira
Apagatti Meia-lua+X+O+O

Mensagens : 63
Data de inscrição : 15/01/2010

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Rodrigo! em Ter Jul 26, 2011 8:52 am

Só uma perguntinha: que música é que eu cantei para a Mulher Maravilha, que eu não sei? oO

_________________
=================
avatar
Rodrigo!
Apagatti Cinzento
Apagatti Cinzento

Mensagens : 1435
Data de inscrição : 20/12/2008
Idade : 46
Localização : Zona Sul... da cidade de SP =D

Ver perfil do usuário http://batsinal.deviantart.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Rafael Oliveira em Ter Jul 26, 2011 11:17 am

heuiaheuihaueia. Adivinha? Razz

Rafael Oliveira
Apagatti Meia-lua+X+O+O

Mensagens : 63
Data de inscrição : 15/01/2010

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TEXTOS PARA REVISÃO #23

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum